Após voo solo, Rose volta a se aproximar do ninho tucano
| INVESTIGAMS/WENDELL REIS
A ex-deputada federal, Rose Modesto (União), está se aproximando do seu antigo grupo político, por onde conseguiu seu último mandato eletivo. Após voo solo, com duas derrotas nas eleições para governadora e prefeita, a ex-deputada voltou a conversar com lideranças tucanas.
Nesta semana, Rose se reuniu com o ex-governador e presidente estadual do PSDB, Reinaldo Azambuja, no apartamento dele, em Campo Grande. Os dois costuram uma parceria para a próxima eleição, com Rose apoiando a candidatura dele ao Senado e parte do grupo tucano a dela, para deputada federal.
Rose havia se aproximado do PSDB após a eleição no Governo, onde disputou com Riedel. No segundo turno, ela apoiou Contar, contra Riedel. Todavia, meses depois, durante agenda na Capital, declarou que apoiaria a reeleição de Riedel. Todavia, a aproximação durou pouco, com Rose e o PSDB em lados opostos na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, onde os tucanos tinham Beto Pereira (PSDB) como candidato.
Sem mandato, desde que não concorreu à reeleição como deputada federal, em 2022, Rose deve voltar a tentar uma vaga para Câmara Federal e no grupo de Riedel e Reinaldo. O União Brasil caminha para uma federação com o PP e os dois partidos apoiarão a reeleição de Eduardo Riedel.
Rose conseguirá tirar um peso das costas se o União Brasil efetivar a federação com o PP. Se isso acontecer, ela não precisará formar uma chapa completa de deputados federais, porque dividirá essa função com o PP, o que aumenta a chance de uma eleição. Sem a federação, ela precisaria de uma chapa com, no mínimo, 150 mil votos para conseguir uma vaga, algo bastante difícil.
Os partidos sofrem para conseguir preencher uma chapa com nove candidatos, e com boa votação, para a Câmara. Geralmente, conseguem no máximo três com votação expressiva e acabam comprometendo o partido. Foi assim com o PSD na eleição passada. Fábio Trad teve 43.881 votos, mais do que Rodolfo Nogueira (PL), com 41.773 votos. Entretanto, o partido dele não atingiu voto suficiente para lhe garantir a vaga e ele não foi reeleito.
O PSDB conseguiu fazer três por conta da votação expressiva de Beto Pereira e Geraldo Resende, com 97.812 e 95.519 votos, respectivamente. Com 48.217 votos, Dagoberto Nogueira ficou com a última vaga. Entretanto, o suplente, Professor Juari (PSDB), teve apenas 20.634 votos, seguido por Dr. Cassiano, 15.175 votos. A queda de votos, se comparado o primeiro para o quarto, retrata a dificuldade de conseguir montar uma chapa competitiva para uma das oito vagas na Câmara.