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Gari suspeito de participar de execução ganha liberdade e reafirma, 'essa dívida eu não tenho'

| DOURADOS


O gari José Carlos Pereira da Silva, de 39 anos, deixou o Estabelecimento Penal Masculino de Coxim por força de um habeas corpus. Ele é suspeito de participação na execução de agiota Manoel Teodoro no ano passado.

Segundo o site Edição MS, pouco antes das 17h de ontem (27), as portas do presídio foram abertas para Zé Carlos, como é conhecido o gari. Sorridente e sinalizando gratidão a Deus, ele contou a reportagem que aproveitou os 14 dias preso para refletir, orar e abraçar o filho, que está preso acusado de tráfico de drogas.

“Eu aproveitava meu banho de sol e dobrava meus joelhos, pedindo a direção de Deus para a minha vida”, comentou.

Sobre o crime que provocou a prisão, Zé Carlos reafirmou, “essa dívida com a Justiça eu não tenho, muito menos com Deus”.

Na companhia do advogado, o gari foi até a Casa Abrigo, onde está o neto de sua ex-mulher, que ele ajuda a criar. “Estou morrendo de saudade do meu neguinho”, brincou ao se despedir da imprensa.

O CASO

O assassinato aconteceu em julho do ano passado. Manoel teria sido executado com quatro tiros ao chegar em casa após deixar o presídio de regime semiaberto da cidade, onde cumpria pena pela morte do pedreiro Carlos Alberto Feliciano de Oliveira, ocorrida em dezembro de 2010. 

Segundo noticiado pela imprensa local, o comportamento do gari antes e depois do crime teria levantado a suspeita de participação no crime, o que ocasiou prisão preventiva no dia 13 deste mês. 

O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Coxim.


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