PDT-MS rejeita retorno e Lucas de Lima pode perder mandato de deputado
| DOURADOS AGORA/FLáVIO VERãO
Nesta sexta-feira (4), o diretório estadual do PDT em Mato Grosso do Sul afirmou que não aceitará o pedido de retorno do deputado estadual Lucas de Lima ao partido. Além disso, a legenda confirmou que apoia a suplente Glaucia Iunes na disputa pela vaga na Assembleia Legislativa (Alems).
Segundo comunicado do PDT ao Midiamax, 'a solicitação formal de refiliação do deputado Lucas de Lima foi recebida, porém será negada'. O partido enfatizou ainda que, com essa decisão, 'a suplente Glaucia Iunes passa a ter o caminho aberto para buscar a vaga, e o processo agora depende exclusivamente dela'.
Histórico do conflito partidário
A situação envolvendo Lucas de Lima e o PDT teve início após atritos políticos nas eleições de 2024. O deputado chegou a migrar para o Partido Liberal (PL), mas teve de retornar ao PDT por força de decisão judicial, após recurso bem-sucedido da legenda junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
'Eu precisei deixar o PL devido a uma determinação judicial. O PDT recorreu da decisão inicial do TRE-MS, que havia autorizado minha saída por justa causa. Uma decisão monocrática do TSE favoreceu o PDT, o que me obrigou a voltar ao partido', explicou Lucas anteriormente ao Midiamax.
Disputa judicial pela vaga
Glaucia Iunes, cunhada do ex-prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes (PSDB), ingressou com ação judicial alegando infidelidade partidária por parte do deputado. O processo está sob análise do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), que tem prazo de 60 dias para decisão. Ela argumenta que Lucas trocou de sigla sem justificativa adequada e busca assumir imediatamente a cadeira na Assembleia Legislativa.
Glaucia fundamenta seu pedido em decisão anterior do TSE, que não reconheceu justificativa legal apresentada por Lucas de Lima para sua saída do PDT, considerando que se tratou de uma decisão pessoal.
Resposta do deputado
Lucas de Lima nega ter cometido infidelidade partidária e afirma estar amparado por decisões judiciais anteriores. Em nota divulgada, o parlamentar afirmou estranheza sobre a ação movida por Glaucia e reforçou que ainda há recursos em tramitação no TSE.