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Gangues de escolas estaduais brigam por ciúmes e divulgam cenas de pancadaria
O caso aconteceu em Campo Grande
| MIDIAMAX
Alunos da Escola Estadual Joaquim Murtinho ficaram de tocaia no horário da saída dos estudantes da Escola Estadual Rui Barbosa, conhecido como Paulo VI, no Jardim Imá – região oeste de Campo Grande. Com isso, colegas fizeram um vídeo da “pancadaria” e ele foi compartilhado. As cenas chegaram às mãos do titular da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), que está investigando o caso.
No vídeo é possível ver quando um dos alunos chega por trás da vítima dando uma voadora. Em seguida, o garoto é atacado por outros dois. Ele tenta se defender, mas é novamente confrontado pelos três que se unem e impedem a defesa do aluno. Algumas alunas até tentam separar a briga, porém elas são ignoradas. O vídeo acabou sendo compartilhado e chegou às mãos do delegado Maércio Alves Barbosa, da Deaij. Já a vítima, juntamente com o pai, foi até a unidade denunciar o caso. De acordo com o delegado, o fato foi registrado como lesão corporal. “Ele chegou aqui cheio de hematomas e com um corte na boca. O aluno foi encaminhado ao Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal) para exames de corpo de delito”, revela. O delegado informou que a briga ocorreu no dia 18 de março e que os envolvidos estão sendo identificados. “Já ouvimos quem iniciou toda esta ação, que é o primeiro que aparece no vídeo golpeando a vítima, os demais são amigos dele e vamos chegar até eles também”, ressalta. CIÚMES Foi apurado pela Polícia Civil que a briga iniciou por causa de ciúmes. “Na verdade, o menino agressor que aparece no vídeo teve um desentendimento com outro aluno, que estaria dando em cima da namorada dele que estuda naquela escola. Ele chegou a ir ao Paulo VI acompanhado de amigos para enfrentar o garoto no dia 14 de março. Houve um princípio de briga, mas o aluno se refugiou dentro da escola”, conta. Isso tudo aconteceu, porque o jovem ficou sabendo, por meio de um vizinho que estuda com a namorada dele, que havia um colega de turma da garota que estaria dando em cima dela. “Este mesmo amigo em comum chegou a intermediar a conversa entre os dois e o caso foi apaziguado. Eles se entenderam”, afirma. Porém, um colega do aluno “galanteador” ficou sabendo da confusão e deu a entender que, “se alguém tivesse algo com o amigo dele, teria que resolver com ele primeiro”. “Não é sabido como isso chegou ao ouvido deste aluno do Joaquim Murtinho, que voltou à escola Rui Barbosa, acompanhado de outros dois amigos e esperou este garoto que aparece no vídeo, que supostamente teria falado isso”, explica. Os nomes dos envolvidos foram omitidos por conta do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que diz que é vedada a divulgação de nomes de crianças e adolescente que se envolvam em atos infracionais. Veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=P4HVk32BV_0&list=UUeJyu_Jmh8hWnAkD69qndBQLEIA MAIS
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