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Manifestantes prometem ocupar prédio da Câmara de Vereadores

| DOURADOS NEWS


A passeata dos 'acampados do Clímax', que começou no terreno invadido no bairro, tomou a avenida Marcelino Pires - uma das principais da cidade - e seguiu até a sede da Prefeitura de Dourados, terminou sem acordo entre populares e representantes da administração municipal.

 

Um novo capítulo desse manifesto deve acontecer na sessão ordinária da Câmara de Vereadores, marcada para hoje, as 19h30, segundo decidido pelos próprios acampados. O grupo de mais de 500 pessoas que encheu o gramado do CAM (Centro Administrativo Municipal) promete ocupar a sede do legislativo municipal caso a prefeitura não aponte um local para onde eles possam ir até que sejam contemplados nos sorteios de casas populares.

 

Membros da comissão que representa as famílias acampadas no Clímax ouviram do diretor municipal de habitação, Antônio Carlos Cruz, e do chefe da Guarda Municipal e da Defesa Civil, João Vicente Chencarek - que representaram o prefeito Murilo Zauith (PSB), que estaria em viagem à Campo Grande - a proposta de uma nova reunião entre a administração municipal e a comissão na próxima quinta-feira (13), às 10h, para que todos cheguem a um acordo.

 

"Não temos como resolver nada hoje, e o prefeito quer uma nova reunião para a quinta-feira. Entendemos o lado de vocês, mas é isso que podemos fazer, sentar e buscar uma solução", justificou Cruz.

 

No entanto, o diretor de habitação foi questionado pelo grupo, que alegou que o prefeito "teve muito tempo para agir, e não fez isso porque não quis". O acampamento, iniciado no dia 8 de janeiro, já dura mais de um mês, e a ordem judicial é para que todas as pessoas se retirem – voluntariamente ou por meio de força policial – da propriedade ocupada até sábado (15).

 

Muitos dos presentes alegam não ter para onde ir, e que com o cumprimento da reintegração de posse, teriam que morar “na rua”. O grupo defende que a prefeitura consiga uma área - pública ou não - onde eles possam permanecer.

 

Porém, segundo dito por Cruz a todos os presentes, isso “não é possível porque a prefeitura não pode tomar atitudes que não estejam dentro da legalidade, e destinar uma nova área pública para onde eles possam ir estaria acima do poder da administração municipal”.

 

Reunidos no gramado do CAM (Centro Administrativo Municipal) com sombrinhas na mão, em alusão à promessa feita pelo prefeito Murilo Zauith no dia 22 de janeiro, quando foi dito aos acampados que todos estariam “sob o guarda-chuva da prefeitura” e que a administração faria tudo que é possível para ajudá-los, o grupo gritava frases de efeito contra o prefeito.

 

Depois da reunião, os acampados se disseram “insatisfeitos” com “mais uma promessa e conversa furada” e prometeram comparecer e, caso seja necessário, acampar na sede da Câmara Municipal. “Já que não temos para onde ir, vamos passar a morar lá”, ironizavam alguns membros do grupo.


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