Ano letivo termina com proibição de venda de guloseimas em escolas
| GD NEWS
O ano letivo das escolas públicas e privadas de Dourados terminou esta semana, mas, para o ano que vem os alunos terão que se acostumar à falta de algumas guloseimas que estão proibidas nas cantinas das escolas desde o último mês.
Uma lei aprovada pela Câmara e sancionada pela prefeitura proíbe a comercialização de: balas, pirulitos, gomas de mascar, biscoitos recheados, refrigerantes e sucos artificiais, salgadinhos industrializados, frituras em geral, pipoca industrializada, bebidas alcoólicas, alimentos industrializados cujo percentual de calorias provenientes de gordura saturada ultrapasse 10% (dez por cento) das calorias totais e alimentos em cuja preparação seja utilizada gordura vegetal hidrogenada.
Saudável
Para compensar a falta das “gostosuras”, a cantina escolar deverá oferecer para consumo dos alunos todos os dias, pelo menos uma variedade de fruta da estação in natura, inteira ou em pedaços, ou na forma de suco.
A lei controla até a quantidade de açúcar que irá na bebida das crianças. A quantidade de açúcar não poderá ser maior que a dois saches de cinco gramas por porção de 200 ml.
A propaganda que incentive o consumo dos produtos também está proibido e os anunciantes não poderão nem mesmo patrocinar eventos na escola.
Qualificação
Quem quiser trabalhar com cantina nas escolas deverá ainda participar de cursos de qualificação e os alunos terão noções de nutrição e alimentação saudável em cursos promovidos pela escola dentro da grade curricular anual.
Para fiscalizar a lei foi dada a responsabilidade para a Vigilância Sanitária “com a colaboração da escola por meio de suas instituições colegiadas”. Quem desrespeitar a lei poderá ter multa e até interdição de funcionamento da cantina. As multas variam de R$ 100 à R$ 15 mil. Agora o Poder Executivo tem 60 dias, a contar de 21 de novembro, para regulamentar a lei.
Em visita à três escolas da cidade, o GD News percebeu que em nenhuma delas a lei estava sendo cumprida e que havia alunos entre sete e nove anos de idade que trouxeram de casa bolachas recheadas e salgadinhos à base de milho e gordura hidrogenada.




