Líderes religiosos de Caarapó falam sobre os perigos do narguile
| CAARAPONEWS
Por José Carlos
Os líderes evangélicos de Caarapó, Apóstolo Alberto Ribeiro de Oliveira, da Igreja Batista para as Nações, e Euler Carolino, da Igreja Missionária Central estão extremamente preocupados com os perigos da “narguilé”, em meio à juventude caarapoense. Os religiosos em suas últimas ministrações têm comentado com frequência sobre o assunto junto aos seus fiéis.
Conforme o apóstolo Alberto, ninguém torna-se um viciado de uma hora para outra. “Infelizmente as pessoas muitas vezes influenciadas pensam erroneamente que apenas vão matar uma curiosidade e que o primeiro contato com qualquer tipo de droga não vai passar de uma experiência. É aí que mora o perigo. Esse narguilé, por exemplo, tem entrado de mansinho em nossa cidade, sem que muitos pais tenham percebido”, comentou.
“Estou alertando sempre os pais de nossa igreja, porque essa droga é um perigo para os nossos filhos. Muitos acham que esse tipo de fumo não prejudica em nada a saúde. Só que é bom lembrar que o mesmo contém diversas toxinas, e pode causar câncer de pulmão, além de doenças cardíacas, tuberculose, herpes, hepatite e outras”, informou o apóstolo Alberto.
“Li uma informação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que traz um dado assustador. Em uma sessão, por exemplo, de narguile que pode durar entre 20 minutos e uma hora, corresponde à inalação de 100 a 200 cigarros. Me assustei com a informação e por isso tomei a iniciativa de fazer um trabalho de prevenção junto as famílias, porque mesmos os jovens que estão dentro das igrejas, estão sujeitos a entrarem para esse caminho que tem tirado a paz de muitas famílias e da sociedade, que é o mundo das drogas”, finalizou o líder da igreja Batista para as Nações.
Para o pastor Euler Carolino, da Igreja Missionária Central de Caarapó, a mídia exerce um poder muito grande de manipulação sobre as pessoas. Por exemplo, a TV lança algo no ar, e em seguida muita gente já se deixa levar por aquilo. “Foi o que aconteceu com o narguile que a princípio seria algo inofensivo e que em pouco tempo se tornou uma febre no Brasil, e para nossa tristeza já chegou em Caarapó”, disse.
“Tenho procurado em nossa igreja comentar sobre o assunto no sentido de alertar os jovens e os próprios pais sobre o perigo dessa droga. Creio que a prevenção ainda é o meio mais eficaz do combate a todo e qualquer problema”, falou Euler Carolino.
O narguilé é um cachimbo de água utilizado para fumar. Além desse nome, de origem árabe, também é chamado de hookah (na Índia e outros países que falam inglês), shisha ou goza (nos países do norte da África), narguilê, narguila, nakla, maguila, arguile, naguilé etc. Há diferenças regionais no formato e no funcionamento, mas o princípio comum é o fato de a fumaça passar pela água antes de chegar ao fumante. É tradicionalmente utilizado em muitos países do mundo, em especial no Norte da África, Oriente Médio e Sul da Ásia.
O narguilé é formado pelas seguintes peças: Base (jarro ou vaso); Corpo; Fornilho; Abafador; e Mangueira.
Quando se aspira o ar pela mangueira, reduz-se a pressão no interior da base; isso faz com que ar aquecido pelo carvão passe pelo tabaco, produzindo a fumaça. Ela desce pelo corpo até a base, passa pela água, onde é resfriada e filtrada, que retém partículas sólidas. A fumaça segue pela mangueira até ser aspirada pelo usuário e expirada logo em seguida. O mesmo tem sabor de diversas essencias. Vale lembrar que o seu uso é proibido para menores de 18 anos, assim como o cigarro.



