PUBLICIDADE

Pescadores fisgam oito jaús durante pescaria no feriado

| DOURADOSINFORMA


Quatro douradenses pescaram oito jaús de aproximadamente 30 quilos e 1,20 metros cada, no Rio Paraguai em Porto Murtinho, durante o feriado de Corpus Christi da semana passada.


Luiz Nantes, João Lopes, Jamelão e Zé Nunes aproveitaram o fenômeno da “decoada” para capturarem com linhada de mão, os peixes que se aglomeraram na barra do Rio Apa, se tornando presas fáceis.


Durante a época das cheias a região se torna um atrativo para os turistas de várias regiões do pais que lotam a barranca do rio em busca da melhor fisgada. Segundo Luiz Nantes, na quinta-feira foram pescados três exemplares assim como na sexta-feira, já no sábado foram apenas dois.


Apesar da situação favorável, Luiz disse que para tirar uma espécie como o jaú de dentro da água não é um trabalho fácil. “Eles são muito resistentes e proporcionam uma briga boa, ainda mais quando não se usa molinete, a gente tem que ajoelhar e rezar, literalmente”, afirmou.


Mesmo com uma sensação de exagero, por conta do tamanho dos animais, Luiz garante que a pesca foi feita dentro das leis ambientais, até porque todos os pescadores possuem licença.


“Os peixes são grandes, mas capturamos o que a lei nos permitiu, que foram animais do tamanho adequado, de acordo com o indicado pela Polícia Militar Ambiental, que nos abordou durante a pescaria. O que não estava dentro das exigências, nós soltamos”, explicou.


Decoada


A decoada é um fenômeno comum e ocorre com certa freqüência na região pantaneira e outros rios do Mato Grosso do Sul.


Segundo um artigo publicado pela pesquisadora da Embrapa Pantanal (Corumbá), Débora Calheiros, quando há uma enchente toda matéria orgânica submersa em contato com a água começa a se decompor.


Esses produtos acabam sendo levados para os córregos, rios e baías e assim, o processo de decomposição realizado pelas bactérias torna-se tão intenso que consome todo o oxigênio dissolvido na água, dificultando a respiração dos peixes, obrigando-os a procurar lugares estratégicos para a subir a superfície e absorver o ar.


Isso faz com que os animais se tornem alvos fáceis para os predadores naturais, mas que segundo a pesquisadora, é uma ação reguladora do meio ambiente na região.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE