Organização criminosa atuava há oito anos e movimentou em torno de R$ 500 milhões
A investigação que resultou na Operação Ifrit, deflagrada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal e pela Receita Federal, apurou que a organização criminosa atua desde 2018. O grupo tem ramificações em Mato Grosso do Sul e outros estados.
Ao longo de aproximadamente dois anos de apuração financeira, o grupo teria movimentado mais de R$ 500 milhões, utilizando empresas de fachada, negócios simulados e contas de terceiros para ocultar a origem dos recursos.
Conforme informações divulgadas pela Receita Federal, as investigações começaram a partir do compartilhamento de provas obtidas em outro procedimento investigativo, que levantou indícios da existência da organização. Para atuação de organização do tráfico de drogas na região.
A partir disso, foram autorizadas medidas como quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático, além de outras técnicas especiais de investigação.
O trabalho conjunto entre os órgãos permitiu rastrear movimentações financeiras, identificar vínculos societários e patrimoniais e mapear a estrutura de comando do grupo.
A organização seria liderada por um núcleo familiar formado por três irmãos, filhos e outros parentes, além de contar com a participação de brasileiros e estrangeiros.
As apurações indicaram que o grupo atuava principalmente no tráfico transnacional de drogas e no comércio internacional de armas de fogo. Os produtos eram adquiridos na Bolívia, no Paraguai e no Peru e entravam no Brasil pela faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul, especialmente na região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.
Depois de internalizadas no país, as cargas eram distribuídas para municípios sul-mato-grossenses e outros Estados, principalmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O território brasileiro também seria utilizado como plataforma logística para armazenamento, transporte e envio de entorpecentes à Europa, sobretudo Espanha e Portugal.



