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Promotor pede para polícia investigar ex-deputada que prometeu demitir oito ‘em nome de Jesus’ após Flávio perder eleição

| INVESTIGAMS/WENDELL REIS


O promotor do Ministério Público Estadual, João Linhares, solicitou que a Delegacia Regional da Polícia Civil instaure inquérito policial para apurar os autores e propagadores de listas de empresas que estão assediando trabalhadores após o resultado da eleição presidencial.

“Isso é gravíssimo e merece pronta investigação e nosso repúdio veemente', avaliou o promotor.

O promotor reforçou que os fatos noticiados podem, em tese, envolver a prática de infrações penais e a violação de direitos fundamentais, mostrando-se imprescindível a instauração de procedimento investigatório destinado à adequada individualização das condutas e à identificação de seus responsáveis.

Em um dos casos, a ex-deputada de Dourados, Bela Barros, disse que tinha demitido um e demitiria mais oito, “em nome de Jesus'. Ela pediu desculpas depois e afirmou que ninguém foi demitido.

O promotor solicitou depoimento do vereador Franklin Schmalz, do PT de Dourados-MS, a fim de que pormenorize os fatos de que tenha conhecimento, máxime quanto à existência das listas de boicote, aos possíveis responsáveis por sua elaboração e divulgação e às eventuais represálias contra empresários e trabalhadores;

Também pediu que a polícia ou a Everaldo Leite Dias, Diretor da da Associação Comercial e Empresarial de Dourados/MS, para que informe se a entidade tomou conhecimento das listas de estabelecimentos comerciais sujeitos a boicote por motivações político-eleitorais, identificando as empresas eventualmente relacionadas, os prejuízos noticiados e os empresários que possam prestar esclarecimentos.

João Linhares também orienta depoimento da funcionária supostamente demitida por Francisca Felisbela Barros, conhecida como Bella Barros, cuja identidade deverá ser previamente apurada, a fim de esclarecer as circunstâncias de desligamento, especialmente se a dispensa decorreu de sua preferência político-eleitoral, da recusa apoiar determinado candidato ou de eventual manifestação de opinião política, bem como se sofreu ameaças, constrangimentos ou pressões durante a relação de trabalho;


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