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‘Não teve fraude’: Renan Santos reconhece vitória de Lula e critica bolsonarismo


O ex-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, publicou um vídeo nas redes sociais após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (25), afirmando que não houve fraude e reconhecendo o resultado das urnas.

No vídeo, sem citar nominalmente Flávio, derrotado no segundo turno, Renan fez duras críticas ao movimento bolsonarista, apontando “arrogância” e “falta de humildade” como fatores determinantes para a derrota.

O único nome da família citado foi o do ex-presidente Jair Bolsonaro, eleito em 2018. Para Renan, aquela vitória ocorreu no contexto da Lava Jato e da prisão de Lula, o que teria gerado uma “captura” da direita pelo bolsonarismo.

“A eleição de 2018, que Jair Messias Bolsonaro vence por conta da Lava Jato e da prisão do Lula, ele faz uma captura da direita, e as pessoas começam a achar que votar contra o PT é ser de direita, e que você precisa gostar da família Bolsonaro ou você não é de direita. Essa arrogância e falta de humildade construíram uma direita que adora falar dos seus números em rede social, que bota as pessoas para dançar e pular, ganha milhões de reais, milhões de likes, milhões de views, milhões de votos… mas que não transforma o Brasil em nada”, afirmou.

Segundo o fundador do Missão, o medo de um novo governo nos moldes de Jair Bolsonaro fortaleceu o PT nas urnas.

“A gente viu isso acontecer agora no Sul, Sudeste, em todas as regiões. As pessoas votaram inclusive no PT, por medo de ter um governo Bolsonaro e por não ter coragem de votar num pessoal tão arrogante. Eles podem ser muito populares, ter milhões de views enganando as pessoas, fazerem todas as dancinhas do mundo, mas falta humildade, é muita humildade”, completou.

Renan disse ainda ser impossível dialogar com parte do eleitorado bolsonarista. “Se você não aceita uma opinião deles, você é pisado”, afirmou.

Ele citou nomes como Douglas Ruas, governador eleito no Rio de Janeiro pelo PL, como exemplos de quadros desconhecidos que passaram a ocupar cargos impulsionados pelo sobrenome Bolsonaro.


 


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