Vencedores e derrotados estão de olho em cargos do governo e presidência
| INVESTIGAMS/WENDELL REIS
A eleição acabou, mas as tratativas políticas continuam fervendo nos bastidores da política em Mato Grosso do Sul e as articulações vão além da escolha do novo presidente da Assembleia Legislativa. A negociação envolve quem perdeu e até quem venceu a eleição.
Entre os vencedores, destaque para o senador eleito, Reinaldo Azambuja (PL). Ele é cotado para assumir da Agricultura e Pecuária em uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL) na presidência. Se isso acontecer, Nelsinho Trad (PSD), eleito suplente de Reinaldo, continua senador.
Quem também pode ser utilizada em Brasília em eventual mandato de Flávio Bolsonaro é a senadora de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP). Ela descarta ocupar um ministério novamente e está de olho na presidência do Senado. Entretanto, é sondada para o Ministério das Relações Exteriores.
Ainda sobre o campo nacional, uma vitória de Lula pode ajudar a ex-senadora de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet (MDB). Ela não teve sucesso na eleição para o Senado em São Paulo, mas pode voltar ao Ministério do Planejamento em novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, também está na lista de possíveis indicados para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Não é apenas a presidência que está no radar da classe política de Mato Grosso do Sul. O Governo do Estado pode ser porta para quem perdeu a eleição: casos dos deputados federais Geraldo Resende e Luiz Ovando; e estaduais: Lia Nogueira (PSDB), Junior Mochi (MDB) e Antônio Vaz (Republicanos).
Geraldo Resende já foi secretário de Saúde, na gestão de Reinaldo Azambuja. Desta vez, aliados tentam emplacar Ovando para a função.
O MDB também está de olho no governo, com a ideia de encaixar o deputado derrotado no último domingo, Junior Mochi. O partido pretende encaixar o ex-prefeito e ex-presidente da Assembleia em um cargo de destaque na gestão de Riedel. Há quem defenda Mochi na Casa Civil.
O deputado Antônio Vaz não descarta uma nomeação no governo. Ele disse à imprensa, já na terça, que é Pastor e não sabe nem se continuará no Estado, mas citou uma função no governo como alternativa.
Riedel tem declarado que a meta agora é eleger Flávio Bolsonaro para a presidência e só após isso começar a discutir o comando das secretarias para a próxima gestão. Após a vitória, ele reuniu atuais secretários para solicitar que elaborem os planos de trabalho com metas para o próximo mandato.



