Quem manda mais? Michele desafia Reinaldo, Valdemar e Flávio Bolsonaro em MS
| INVESTIGAMS/WENDELL REIS
A ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro (PL), mostrou que está disposta a esticar a corda na briga pelas vagas de senador dentro do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul.
Michele voltou a afirmar que Marcos Pollon (PL) é o escolhido de Jair Bolsonaro (PL) para o Senado em Mato Grosso do Sul, contrariando o que é defendido por Reinaldo Azambuja, Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro.
Em março, quando Bolsonaro ainda estava preso na chamada “Papudinha', Michele divulgou uma carta onde o ex-presidente dizia que Pollon seria o escolhido para o Senado. Após a carta, Reinaldo, Valdemar e Flávio Bolsonaro negaram acordo, afirmando que os candidatos serão escolhidos por pesquisa.
Durante agenda em Mato Grosso do Sul, no mês passado, Flávio disse que Reinaldo seria o único garantido e que a outra vaga seria definida por pesquisa. Tudo parecia resolvido até que, mais uma vez, Michele colocou fogo no caso.
Na última sexta-feira, a ex-primeira-dama fez uma postagem com uma pesquisa em que Pollon se destacava na eleição do Estado, afirmando que ele é “o candidato do galego' no Estado.
A nova publicação mostra que Michele não concorda com a regra de pesquisas para definir candidato e está disposta a brigar pela candidatura de Pollon. A ex-primeira-dama é muito amiga de Naiane Bitencourt (ex de Pollon) e lançou a pré-candidatura dela a federal, cargo hoje ocupado por Pollon. Como tem mandato, Pollon teria prioridade na disputa da reeleição. Se ele for candidato ao Senado, Michele poderá apoiar a candidatura da amiga à deputada federal.
Michele têm como adversário, além da cúpula do PL, o ex-deputado Capitão Contar (PL), que aparece na frente de Pollon na maioria das pesquisas divulgadas até o momento. Antes de Michele anunciar Pollon, Valdemar da Costa Neto chegou a cravar que os escolhidos em MS eram Reinaldo e Contar. Ele só falou em pesquisa após Michele divulgar o bilhete de Bolsonaro.
Após esse bilhete, Reinaldo e Riedel realizaram a primeira reunião com Flávio em Brasília, onde acordaram que o escolhido seria decidido por pesquisa.




