Dourados: Bandidos furtam notebook do MP e jogam R$ 2 mil no bueiro
| MIDIAMAX
O que poderia ser mais um crime político em Dourados teve um desfecho sem traumas para o MPE (Ministério Público Estadual).
A história começou no dia 14 de maio deste ano quando um computador portátil de propriedade do MPE foi furtado da casa do servidor público Duarte J. V. Brito.
Duarte é assessor do promotor João Linhares, titular do Ministério Público Eleitoral, e por conta do excesso de trabalho teve que levar o notebook para casa.
Como no aparelho existiam arquivos com informações confidenciais sobre a apuração de crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, o promotor temia que o furto tivesse alguma conotação política.
A partir daí o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) entrou em cena. Cinco dias depois do furto foram presos Maycon Ferreira Ajala de 22 anos e Anderson Jonatan do Nascimento, dois anos mais velho.
Eles confessaram o furto. E contaram mais. Disseram que haviam vendido o computador para a amiga Tatiane Florentina de 20 anos. O trio está preso desde o dia 20 de maio nas celas do primeiro Distrito Policial.
Maycon que enquanto falava com o Midiamax fez questão de soletrar o seu nome para que não fosse grafado incorretamente disse que furtou o aparelho sem a ajuda de Anderson. Maycon com “y” explicou que depois de praticar o furto, com o apoio de Anderson jogou a pasta que guardava o computador num bueiro.
Acontece que Anderson e Maycon não sabiam que num dos bolsos da pasta estavam guardados cerca de R$ 2 mil. O dinheiro e a bolsa se perderam na enxurrada, pois depois do furto já choveu mais de duas vezes em Dourados.
Em seguida a dupla vendeu o computador para Tatiane. Como tem uma filha que nasceu há poucas semanas diariamente os familiares da compradora do note book levam a menina para ser amamentada dentro da delegacia.
Anderson e Maycon são velhos conhecidos da polícia e já cometeram vários furtos. A ficha policial dos dois é extensa enquanto que Tatiane nunca cometeu furtos. Atuou neste caso apenas como receptadora.
Com a recuperação do computador o promotor João Linhares já pode dormir sossegado pois tanto os bandidos quanto a menina que comprou o aparelho sequer tiveram tempo para vasculhar os arquivos “sigilosos” do Ministério Público Estadual.
No dia do furto o promotor pediu para a imprensa de Dourados que não noticiasse o fato para que as investigações não fossem atrapalhadas.
Linhares temia que o furto pudesse ter sido praticado por encomenda já que no computador existiam documentos sobre processos que apuram “crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro”.
O pacto com os jornalistas de Dourados acabou hoje de manhã quando o MPE publicou em seu site na internet notícia divulgando que existiu, de fato, o furto e que os autores estavam presos.
O computador foi resgatado incólume, mas agora a pergunta que fica é se a história de que existia cerca de R$ 2 mil em “dinheiro vivo” dentro da bolsa que guardava o note book é verdade ou se é apenas mais uma nova “lenda urbana”.
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