Interpol procura acusado de abusos contra brasiguaia de 10 anos em Pedro Juan
| MIDIAMAX
Uma brasiguaia de apenas 10 anos de idade que viveu na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã (MS) protagoniza uma investigação de proporções internacionais. A Polícia Civil do Distrito Federal apura, com ajuda do Ministério das Relações Exteriores, a denúncia de pedofilia e maus-tratos que a garota denuncia ter sofrido no país vizinho.
Com dupla nacionalidade, a vítima é filha de mãe paraguaia e pai brasileiro, que morreu há quatro anos em um acidente de moto. Segundo a garota, desde os 6 anos, ela era obrigada pelo padrasto a fumar maconha, consumir bebida alcoólica e manter relações sexuais com ele em um sítio de Juan Pablo Caballero, a poucos metros da avenida que marca o limite da cidade paraguaia com o Brasil.
A criança está no Brasil há três meses. Foi a passeio para a casa da irmã do pai dela que mora em Brasília. Quando descobriam o abuso, os familiares recorreram à Polícia que acionou o Ministério das Relações Exteriores em busca de ajuda para localizar o acusado, um paraguaio de 24 anos, usuário de drogas. Segundo a vítima, ele e a mãe da menina seriam traficantes.
Os exames de lesão corporal e de conjunção carnal realizados pelo Instituto de Medicina Legal (IML) comprovaram as denúncias. “O documento atestou a penetração (…) e as agressões com pedaços de pau em várias partes do corpo. Tomamos o cuidado de reunir todas as provas para que o melhor seja feito por ela”, afirmou o delegado-chefe da unidade que cuida do caso, Gerardo Carneiro à reportagem do jornal Correio Braziliense, que tornou o caso público na edição desta sexta-feira (7).
A Interpol já foi comunicada para evitar a fuga do padrasto. Segundo a Polícia Civil do DF, a polícia do Paraguai também será contatada. “Enviamos um pedido e o Minsitério das Relações Exteriores deve entrar em contato com a embaixada do Brasil em Assunção para que a investigação criminal prossiga com a polícia de lá. Não acionamos a Justiça brasileira sobre esse crime e vamos esperar a ação do Itamaraty”, explicou Carneiro.
Embora esteja ainda em situação irregular no Brasil, a pequena brasiguaia foi trazida com consentimento da mãe. A família aguarda agora o encaminhamento na justiça do pedido de guarda definitiva para evitar que ela volta ao Paraguai.



