MPE instaura inquérito civil para investigar Oi
| MIDIAMAX
O promotor Luis Eduardo Lemes de Almeida já instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades cometidas pela empresa de telefonia Oi/Brasil Telecom e investigar os cálculos da cobrança de tarifas.
Instaurado no fim da última semana, o inquérito ainda corre em sigilo. De acordo com o MPE (Ministério Público Estadual), ações como essas são realizadas quando há situações que ferem o interesse coletivo e dado o número de reclamações de consumidores descontentes com a empresa de telefonia foram iniciadas as apurações. Por enquanto, o promotor não quer dar detalhes sobre o caso, segundo informou a assessoria do MPE.
Ontem, o Midiamax publicou reportagem que mostra o sofrimento e descontentamento não só de consumidores como também dos trabalhadores da Oi/BrT, que herdou toda a estrutura estatal que fazia parte da antiga Telems, braço da Telebrás em Mato Grosso do Sul.
A empresa em pronunciamento oficial explicou que mantém equipes técnicas trabalhando em projetos de melhoria no atendimento e monitora permanentemente a percepção dos clientes para atendê-los em suas demandas.
Em nota, explicou que desde o início de 2009, a Oi comprou a BrT em maio de 2009, a companhia implementou melhorias como redução do tempo da recarga nos telefones móveis pré-pagos e de entrega de chips, melhorou o processo de portabilidade bem como priorizou janelas de manutenção durante horário de baixa utilização dos serviços.
Mas para Lamartine dos Santos, chefe do Procon, a empresa na verdade piorou o serviço que já era oferecido no Estado, inclusive quebrando acordos que existiam entre o Procon e a empresa. “Chamamos a BRT para conversar e um dos argumentos foi que eles tem 800 mil clientes no Estado, e em 2009 foram cerca de 4 mil reclamações no Procon, que segundo eles representam apenas 0,5% dos clientes no País, ou seja, 99,5% não reclamam. Para eles isso é nível de satisfação, mas isso não representa essa satisfação, pois nem todos procuram o órgão de defesa para reclamar”, explicou Santos.



