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Em Ponta Porã, cônsul paraguaio chama PMs de “mentirosos”

| MIDIAMAX


O cônsul do Paraguai em Ponta Porã, Luís Andrés Sosa de Larrosa concedeu entrevista coletiva na manhã de ontem aos órgãos de imprensa brasileiros e paraguaios, para se defender das acusações de que teria realizado festa com mulheres e orgias em sua residência, em Ponta Porã, no dia 5 de fevereiro. Ele disse que as informações que uma equipe da Polícia Militar registrou no dia são falsas.
 

O incidente ocorreu por volta das 2h, quando vizinhos do cônsul chamaram a PM por causa da gritaria e do som alto na casa, onde estaria acontecendo uma festa. Os policiais foram ao local e, segundo eles, foram desacatados por Larrosa, que ameaçou inclusive falar com o comandante da corporação. O caso repercutiu na imprensa paraguaia e o cônsul acabou sendo chamado em Assunção para explicar o escândalo.
 

Aos jornalistas, Larrosa disse que havia uma festa familiar em sua casa, mas que não teriam ocorridos gritos e não havia som alto. Alegou que a única vez em que se envolveu em escândalo foi no Ano Novo, quando alguma pessoa exaltada fez disparo de arma de fogo em sua residência. O diplomata disse que tem 14 anos de carreira e “nunca fui encontrado alcoolizado para me cobrarem responsabilidade”.
 

 O cônsul reclamou que não era a primeira vez que era envolvido em atos desta natureza em matéria jornalística (citou o Jornal da Praça, de Ponta Porã (MS) e La Nación e Última Hora, do Paraguai). “Pedi ao Ministério das Relações Exteriores que pedisse explicações à Polícia Militar sobre o ocorrido, porque era festa familiar, não tinha som e a PM não pediu minha identificação em nenhum momento”, afirmou.
 

Larrosa disse que as matérias jornalísticas “não mancham só a reputação do cônsul, mas principalmente do Consulado, que é uma instituição”. Sobre o boletim registrado pela PM e entregue à Polícia Civil para instauração de TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), ele foi direto: “As acusações da PM são falsas e as matérias jornalísticas caluniosas”, sentenciou.
 

Um dos jornalistas quis saber de quem era a casa que ele alugava. O cônsul disse que locou de uma imobiliária e não sabia quem era o proprietário. “Quero que investiguem minha conduta e apresentem provas de erros”, pediu. Outro repórter quis saber se Larrosa havia cumprido a ameaça de falar com o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, e ele disse que sim.
 

“No outro dia, às 9h, visitei o comandante e ele me entregou um documento explicando a conduta dos policiais, mas não posso mostrar tal documento a vocês, pois existe um código de conduta que o cônsul deve obedecer, então esse documento não pode ser divulgado”, alegou Luís de Larrosa. “Sou uma pessoa honesta e trabalho há vários anos como cônsul, inclusive em outros países”, se defendeu.
 

Ele amenizou nas ameaças à PM: “Tenho uma excelente relação com o comandante da PM” e também em relação ao Jornal da Praça: “Peço que os ataques sejam mais leves, pois não tenho nada contra o jornal, fui atacado sem motivo”. O cônsul não soube explicar por que a PM foi à sua residência às 2h40min da madrugada e nem sobre o suposto desaparecimento da ocorrência no 4º BPM.

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