PT vai 'colar' em Lula para tentar alavancar Zeca
| MIDIAMAX
Prestes a assumir a presidência regional do PT, o ex-vereador por Paranaíba, Marquinhos Garcia conta que uma pesquisa interna do partido apontou que a capacidade de transferência de votos de Lula em MS é de 40%.
Marquinhos está certo de que o PT local vai tirar proveito da imagem de Lula, mesmo não sendo ele o candidato a presidente da República nas eleições do ano que vem. Como se sabe, os petistas tentarão eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
“Não se pode mais duvidar do Lula. O Brasil passou pela crise sem ser afetado por ela. Além disso, quando muitos duvidavam, conquistou a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 (...) Hoje, ele tem a maior popularidade que um estadista brasileiro já alcançou”, pontua.
Marquinhos crê ainda na participação ativa do presidente Lula nas campanhas estaduais. “Fala-se até que ele pode se afastar da presidência para se dedicar à eleição de Dilma e dos governadores”, menciona.
Para o dirigente, o fato de Dilma vir a ter um vice do PMDB, como se espera, não vai intimidar Lula de pedir votos para os candidatos a governador nos Estados e muito menos para Zeca do PT em MS. “No caso de Mato Grosso do Sul ainda há um plus que é a história de amizade entre Zeca e Lula. Isso vai falar muito alto”, avalia.
Além dos mais, para Marquinhos, outro fator que levará Lula a investir na campanha petista em Mato Grosso do Sul é o apoio de André ao adversário de Dilma. Na análise do dirigente, André deverá seguir com seus aliados tradicionais como PSDB, DEM e PPS que defenderão a candidatura de José Serra. “O coração do PMDB local não pulsa pela Dilma”, afirma.
PMDB
O presidente regional do PMDB, Esacheu Nascimento, afirma que o partido do governador André Puccinelli não se intimida com as notícias de que Lula possa fazer campanha no Estado. Para ele, as eleições locais são “descoladas” dos acontecimentos nacionais e a popularidade de Lula não se reverterá a favor dos petistas tanto quanto eles esperam.
“Todos os presidentes da América Latina tem altos índices de popularidade, fato que decorre da super-exposição destes líderes na mídia. No Chile, por exemplo, a Michele Bachelet tem mais aceitação que Lula”, compara.
Ele lembra que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou o governo bem avaliado, mas nem por isso conseguiu eleger seu sucessor ou teve peso decisivo na eleição de governadores.
Na opinião do dirigente, a eleição dos governadores em 2010 dependerá da organização partidária local. Ele cita que o PMDB é mais expressivo que o PT no Estado e contará com o apoio da maior parte das forças políticas.
“Em 1998, Zeca se elegeu às custas do voto de protesto que quem queria mudar as forças políticas”, relembra.
Ademais, ele menciona que não se pode dizer que Lula seja forte eleitoralmente em Mato Grosso do Sul. “Nas eleições de 2006, aqui foi um dos poucos estados onde ele perdeu para Geraldo Alckmin”, cita.
De fato, Alckmin teve 665,4 mil votos, contra 535,9 mil de Lula o que traduzindo em índices seria 55% contra 44,9%, conforme banco de dados do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) de Mato Grosso do Sul.
Esacheu também avalia se licenciando da presidência para fazer campanha, Lula não dará a contribuição que o PT espera. “Fora da presidência ele não tem público”, acredita.
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