Travesti é incendiada em lage de casa na capital
| CAMPO GRANDE NEWS
A travesti identificada como Rui foi incendiada esta manhã na lage de uma residência localizada na Rua Texaco, Bairro Marcos Roberto, em Campo Grande.
Segundo a Polícia Civil, ele tinha um corte no pescoço provocado por faca ou punhal.
A casa onde Rui foi encontrado morto era usada para o consumo de drogas, conforme os moradores revelaram à Polícia.
É um imóvel grande e com piscina, porém, todas as janelas e portas foram retirados e, desde então, o local começou a ser “tomado” por mendigos.
Na casa a Polícia encontrou embalagens de preservativo e uma garrafa de pinga.
A principal tese é tenha ocorrido um crime passional e já existe um suspeito para o assassinato.
Ainda assustados, moradores evitam comentar o caso.
Apenas Ramona Sanches Marques aceitou se identificar à reportagem.
Ela conta que a casa está abandonada há um ano e, desde julho, começou a depredação.
Segundo a moradora, o dono da casa ficava entre os mendigos e com eles consumia drogas.
O proprietário estava em depressão desde que o sogro levou a esposa e a filha do local porque o casal era usuário de entorpecentes.
Ele mesmo teria vendido os materiais de construção da casa. Além de portas e janelas, toda a fiação e até os tanques foram retirados.
A mulher que mora ao lado da casa e não quis se identificar conta constantemente há tumultos no local.
O abandono levou moradores a denunciarem o caso à Secretaria de Saúde porque a piscina servia como criadouro de mosquitos e constantemente havia muitos restos de comida no local.
Gritarias e pequenos incêndios são comuns na casa, portanto, não se assutou ao ver hoje cedo uma pequena foqueira em frente do imóvel.
Ela afirma que, como em outra ocasião o Corpo de Bombeiros foi acionado para conter um incêndio sem grandes proporções, na manhã de hoje não ligou para a corporação.
Foi a vizinha da frente que acionou os militares, controlaram o fogo.
Os moradores explicam que quando os bombeiros chegaram ao local a vítima estava em chamas.
Policiais civis e peritos do Instituto de Criminalística foram à casa fazer os levantamentos preliminares acerca do caso.
O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para que familiares possam reconhecê-lo.



