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André promete não abandonar PSDB e DEM caso vingue aliança com PT

| MIDIAMAX


O governador André Puccinelli, do PMDB, disse nesta manhã, em Campo Grande, que as conversas de bastidores devem ditar os rumos da política em Mato Grosso do Sul. Para ele, ainda que o PT se una ao PMDB no ano que vem os hoje aliados aos peemedebistas “não serão os coitados”.

Pela interpretação de Puccinelli, ele estaria enxergando chance de se juntar aos petistas sem que para isto tenha de se afastar do PSDB e do DEM, siglas que o acompanham há tempos.

Contudo, a suposta previsão do governador barraria entre os petistas, historicamente contrários a política conduzida pelos tucanos e democratas. Puccinelli disse que não tomou decisões quantos as alianças até agora por aguardar um sinal do “presidente Lula e da ministra Dilma”, que teriam pedido a ele tempo para definições.

O governador disse que ainda que no compasso de espera, não teme um enfrentamento com os petistas, caso fracassar a ideia da aliança. E ainda ironizou: “agora não serão 411 votos de diferença, serão 411 mais três zeros”. O comparativo tem a ver com a disputa que envolvera Puccinelli e Zeca do PT, em 1996. O hoje governador tornou-se prefeito de Campo Grande por diferença de 411 votos, até hoje contestada pelos petistas.

Em caso de disputa com o PT, o governador tem repetido que o PMDB não vai aceitar em seu palanque o candidato do PT à presidência da República, no caso a ministra Dilma Russef (Casa Civil).

“Comigo não tem dois palanques. E se o PT demorar a resolver o novo pode se casar com a Marina, Ciro ou Serra [virtuais candidatos à presidência pelo PV, PSB e PSDB”, disse.


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