Servidor é acusado de desviar cerca de R$ 500 mil do TJ
| CAMPO GRANDE NEWS
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) está concluindo a investigação sobre o desvio de aproximadamente R$ 500 mil do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
O servidor Alex Armoa Teixeira, 33 anos, é acusado de liderar a organização criminosa junto com o pai, a mãe e o cunhado. Os quatro foram indiciados por formação de quadrilha e peculato.
A operação prevista para ontem foi abortada porque a Justiça não acatou o pedido de prisão temporária dos quatro envolvidos. No entanto, os promotores cumpriram os mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos na Capital e no interior, onde apreenderam computadores, documentos e veículos.
O funcionário do TJ/MS passou a tarde de hoje prestando depoimento à promotora de Justiça Jiskia Sandri Trentin. Conforme a reportagem do Campo Grande News apurou, ele admitiu o desvio dos recursos.
O esquema - Conforme a investigação, Teixeira usou os nomes do pai, o policial civil aposentado Amaury Teixeira, da mãe, Maria de Fátima Armoa Teixeira, e do cunhado, Adriano Campo Cano, para desviar recursos destinados para o pagamento de juízes leigos e conciliadores.
Durante a investigação, o Gaeco descobriu também que o servidor usou o nome de um advogado, que atuava como juiz leigo, morto em 2002 para promover os desvios. O dinheiro foi desviado entre 2002 e 2007.
A investigação começou a ser feita a pedido do TJ/MS, que constatou o desvio e acionou o MPE (Ministério Público Estadual). Os promotores teriam até confirmado o desvio com a análise das contas dos quatro envolvidos, já que foi decretada a quebra do sigilo bancário.
Indiciados – Alex Armoa Teixeira, os pais e o cunhado serão indiciados por formação de quadrilha e peculato. Se existir indícios do envolvimento de mais pessoas, incluindo-se funcionários do Tribunal de Justiça, as investigações deverão se prolongar por mais algum tempo.
Se for constatado que não existe o envolvimento de mais pessoas, o Gaeco poderá denunciar os quatro à Justiça na próxima semana. Outras pessoas que não estariam envolvidas, mas que são servidores do TJ/MS, teriam participado de acareação na tarde de hoje no Gaeco.
Outro lado - A assessoria do TJ/MS confirmou que o órgão descobriu a irregularidade e acionou o MPE. Informou ainda que foi pedido a prisão dos envolvidos e mandados de busca e apreensão. No entanto, a Justiça negou o pedido de detenção dos acusados.
O Gaeco confirmou que está ouvindo os suspeitos. A Justiça também decretou a indisponibilidade dos bens do grupo para que seja garantida a restituição dos recursos desviados em cinco anos.
O Campo Grande News conversou com o pai de Alex. No entanto, o policial civil aposentado afirmou que não pretende se manifestar porque não tem conhecimento da investigação e prometeu repassar o recado ao filho, que estava prestando depoimento no Gaeco.




