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‘Confusão’ entre paraguaios deixa fugir cúmplice de Beira-Mar

| DOURADOSNEWS


Um desencontro de informações entre policiais do “Departamento de Narcóticos de la Policía Nacional - DNPN” e agentes da Secretaria Nacional Anti-drogas – Senad do Paraguai teria facilitado a fuga de um dos traficantes mais procurados do Brasil e do Paraguai, Jarvis Chimenes Pavão, que de acordo com investigações realizadas pelo DNPN do país vizinho estava escondido em uma fazenda de “Yby Yaú”, localidade rural distante poucos quilômetros de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã.

Segundo reportagem da agência EFE, Pavão é cúmplice do traficante Fernandinho Beira-Mar, e integra um grupo de traficantes internacionais responsáveis por 80% das drogas que entram no Brasil e por boa parte das armas contrabandeadas ao país.
O ex-chefe da DNPN, José Dolores Amarilla, que renunciou ao cargo esta semana, responsabilizou o fiscal anti-drogas Francisco de Vargas pela falta de comunicação entre as forças de segurança. Já Vargas responsabilizou a polícia que se precipitou durante a operação.
Amarilla “disparou” acusações também contra o sub-comandante da Polícia Nacional, César Carrillo, que estaria “facilitando” para os bandidos. A crise entre as forças policiais se agravou porque a captura do Chimenes, de Pingo Sóligo e Cabeza Branca, ambos traficantes internacionais, teria sido ordem do presidente Fernando Lugo, que teria se reunido com José Dolores Amarilla e com o vice-ministro de Interior, Carmelo Caballero para “pedir a cabeça” dos acusados.
A idéia do presidente seria de “limpar” a imagem do Paraguai de país produtor de drogas.
Depois das reuniões, Amarilla avisou Francisco de Vargas para que fizesse os preparativos para a ação, porém, como resposta foi informado que o pedido não seria atendido naquele momento, porque o departamento que deveria cuidar do caso teria outras prioridades mais importantes.
Na segunda-feira passada, 20 policiais de elite paraguaios começaram a operação sem que os preparativos que caberiam à Vargas fazer, fossem levados à diante e começaram o deslocamento para Yby Yaú.
Foi aí que Vargas viu que com ou sem ele a operação seria levada em frente e decidiu acompanhar o efetivo militar na caçada ao traficante, porém, teria alertado os policiais que fossem em um carro descaracterizado, uma vez que eles estavam em uma camionete oficial da Senad, o que avisaria os traficantes da presença deles.
Isso demandou tempo, porém mesmo assim eles foram no veículo oficial. Quando chegaram à fazenda, o traficante e seus comparsas já tinham fugido.
Amarilla atribuiu o fracasso da operação à um vazamento de informações e disse que com Vargas não trabalharia mais, apresentando sua renúncia do cargo que ocupava em seguida. Amarilla tinha na ficha de comandante, duas acusações de assassinato (foi inocentado) e havia sido chefe de polícia em delegacias menores antes de assumir a DNPN. No lugar dele entrou Wilson Ariel Lezcano.

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