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Campeã de violência do País, Coronel Sapucaia, vai ter apenas 4 policiais civis

| MIDIAMAX


A cidade mais violenta do País, Coronel Sapucaia, que faz fronteira como Paraguai, receberá o reforço de apenas quatro novos policiais civis aprovados no último concurso, sendo três investigadores e um escrivão. A lista com as vagas por município foi divulgada nesta sexta-feira pela DGPC (Diretoria Geral da Polícia Civil).
 

No dia 7 de outubro, os 135 escrivães e 69 investigadores que concluíram o curso de formação escolherão onde irão trabalhar em uma audiência a ser realizada às 8 horas, no auditório Doutor Aleixo Paraguassu Neto, na Academia de Polícia Civil.
 

Campeã da violência
 

Atualmente, o município conta com um delegado, três investigadores de polícia, quatro policiais militares por plantão e sem nenhum soldado do Corpo de Bombeiros.
 

Entre as 30 cidades mais violentas que constam no Mapa da Violência divulgado em 2008, Coronel Sapucaia, com 107,2 homicídios para cada 100 mil habitantes, está em primeiro.
 

Pistoleiros a serviço do tráfico cruzam a fronteira delimitada por apenas uma avenida, a Flávio Derzi, que separa o município sul-mato-grossense de Capitan Bado, no Paraguai para executarem seus desafetos, geralmente bandos rivais no trafico de drogas.
 

Coronel Sapucaia tem 14 mil habitantes. A delegacia trabalha somente com três agentes da Polícia Civil e um delegado. Do lado paraguaio, na cidade de Capitan Bado, a venda indiscriminada de entorpecentes torna alvo fácil de traficantes as crianças e os adolescentes.
 

Outra cidade da fronteira que também registra números alarmantes de homicídio é Ponta Porã, separada por uma avenida de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O município irá receber o reforço de apenas dois escrivães.
 

O número de formados é de 324 e destes, 291 vão atuar nas cidades de Mato Grosso do Sul - 33 são de Roraima e vieram fazer treinamento aqui. Segundo informações do governo estadual, agora o quadro de policiais civis será reforçado com 135 escrivães, 69 investigadores, 24 peritos papiloscopistas, 41 peritos criminais e 22 médicos legistas. Hoje, o Estado conta com 1.700 policiais civis, com vencimentos de R$ 1,6 mil em início de carreira.


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