Nacional instaura intervenção e avoca poder sobre PDT de MS
| ASSESSORIA
Em reunião na noite de hoje, em Brasília, a executiva nacional do PDT decidiu pela instauração do processo de intervenção do comando estadual do partido, segundo informou ao Midiamax o deputado federal Dagoberto Nogueira. " Em tese é a intervenção, já que o atual diretório não tem mais poder para tomar decisão alguma", explicou
O TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) será comunicado da decisão dentro de 48 horas.
A executiva nacional decidiu avocar as deliberações do diretório estadual. Agora, as decisões administrativas e jurídicas ficam a cargo do diretório nacional.
O diretório do PDT no Estado tem 10 dias para recorrer da decisão.
Após a decisão da Executiva, o secretário-geral da Legenda, Manoel Dias, afirmou que “a executiva tomou a deliberação primeiro em função da urgência que o caso exige. Nós estamos nos prazos finais para a filiação partidária daqueles que pretendem disputar as eleições do ano que vem e com o agravamento da situação do Estado de Mato Grosso do Sul, a executiva teve de fazer, é o seu dever, uma intervenção política”.
Como queria o deputado Dagoberto, a executiva decidiu nomear ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e presidente de honra da legenda, João Leite Schimidt, como representante da executiva em Mato Grosso do Sul.
Para o deputado Dagoberto, a decisão é a vitória do bem sobre o mal. “Na realidade, os ideiais do partido foram assegurados. Esta é a oportunidade dos oportunistas deixarem o partido”, destacou.
Hoje, antes da reunião, o deputado afirmou que se a executiva nacional não interviesse no Estado, a única saída que lhe restava era deixar o PDT. “Ou fazem a intervenção ou quem tem de sair sou eu. Não quero me misturar com esse tipo de gente”, disparou.
No último dia 15, Ary Rigo, Antônio Braga e Onevan de Matos foram a Brasília com a missão de evitar a intervenção e propor uma saída pacífica para a crise no partido. Na presença da cúpula nacional, Rigo recuou de realizar a convenção estadual no dia 3 de outubro na qual tentaria se reeleger.
O dirigente que dava a realização da convenção estadual mudou o discurso e propôs um entendimento. Sugeriu que ele e os deputados estaduais participem da comissão provisória, porém, rejeitada pela direção nacional do PDT. O deputado Dagoberto Nogueira já deixou bem claro que é a favor da saída de alguns integrantes do partido, entre eles Rigo e dos demais deputados estaduais Antônio Braga, Ivan de Almeida e Onevan de Matos. “Eles defendem pensamentos de retrocesso dentro do partido”, disse o parlamentar.





