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Se PT não apoiar André, PMDB de MS vota contra aliança nacional

| MIDIAMAX


O deputado federal Waldemir Moka, presidente regional do PMDB, mostrou o último trunfo do partido para tentar forçar os petistas do Estado a apoiar a candidatura do governador André Puccinelli à reeleição. Os cerca de 27 convencionais do PMDB em Mato Grosso do Sul votarão contra uma aliança nacional com o PT caso ela não se estenda ao Estado.

  A estratégia pode exercer uma pressão da cúpula nacional do PT sobre as lideranças no Estado, que já estão com projeto pronto de candidatura própria. Os petistas querem lançar o ex-governador Zeca para o governo, o senador Delcídio e o deputado federal Dagoberto Nogueira, do PDT ao Senado, em aliança.
  A candidatura petista tira a certeza da reeleição de André. O governador sonha em ter em seu palanque não só o PT, mas também o DEM, PDT, PR, PPS e PSDB, além de outros partidos menores, sagrando-se praticamente candidato único. Em troca, deixou claro Moka, o PMDB de Mato Grosso do Sul vota a favor de uma coligação nacional entre PMDB e PT para eleger a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência da República.  
  Os votos peemedebistas na convenção nacional podem ser mais importantes que o espaço oferecido por André ao partido: a vaga ao Senado para Delcídio, que hoje lidera todas as pesquisas para continuar no cargo. “O PT não tem nada a ganhar com essa aliança”, disse, ontem, o deputado estadual Paulo Duarte. “Serviria só para reeleger André”.
  Feitas as contas, os petistas concluíram que o melhor para o partido, no Estado, é concorrer com candidatura própria, buscando o apoio, sobretudo, do PDT. Juntos, os dois partidos sonham em fazer os dois senadores, entre oito a nove deputados estaduais, e três deputados federais.
  Sem ter mais o que oferecer, os peemedebistas se voltam para a nacional. Moka insiste que a cúpula do PT quer, sim, a união dos dois partidos em todos os estados. Afirma ter ouvido do presidente nacional do PMDB, Michel Temer, e do deputado federal Henrique Eduardo Alves (líder do partido na Câmara), que esse é o desejo do presidente Lula.
  Se os petistas insistirem na candidatura de Zeca, o PMDB de Mato Grosso do Sul ameaça “melar” a aliança nacional entre os dois partidos votando contra a proposta, na convenção nacional, que deve acontecer só em meados do ano que vem.

 


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