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MPE deve oferecer até dia 18 denúncia contra presos na Owari

| MIDIAMAX / CELSO BEJARANO JR.


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul deve se pronunciar sobre o inquérito da Owari e Brothers, da Polícia Federal, daqui a duas semanas, no dia 18, informou Cláudia Almirão, uma da equipe de seis promotores de Justiça de Dourados que atuam na investigação de uma das maiores investidas de combate à corrupção já imposta na região Sul do Estado.

A promotora disse que, pela regra, se as 73 pessoas indiciadas pela PF estivessem presas, o MPE teria até amanhã, quinta-feira, como prazo para oferecer denúncia contra a quadrilha.

No entanto, como os 41 detidos durante as operações, realizadas a partir da segunda semana do mês passado, já foram libertadas, os promotores contam com 15 dias para avaliar o inquérito preparado pela PF.

Ela informou também que a investigação já soma 35 volumes, ou algo em torno de 10 mil páginas examinadas agora uma a uma pelos promotores.

Na lista dos indiciados aparecem políticos, empresários, servidores públicos e profissionais liberais.

Durante as operações, a PF descobriu que a quadrilha, supostamente chefiada pelo empresário de Dourados, Sizuo Uemura, corrompia políticos e servidores para fraudar as licitações públicas, principalmente nas prefeituras de Ponta Porã e Dourados.

Uemura inspirou o nome da operação Owari, “ponto final” em japonês. Já a operação Brothers ganhou é uma alusão aos supostos chefes de quadrilha, os irmãos Everaldo e Eduarte Dias Leite, que teriam ligação com Uemura.

A PF flagrou as manobras do bando por meio uma investigação apurada e favorecida por escutas telefônicas permitidas judicialmente e os diálogos captados por msn (comunicador instantâneo pela internet) entre os implicados.

Suspeitas indicam que a quadrilha amparava campanhas eleitorais com doações de carros e dinheiro.


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