André disse que não tratou de política com Lula, só de ‘negócios’
| MIDIAMAX
O governador André Puccinelli, do PMDB, disse na manhã desta segunda-feira, em Campo Grande, que ele o presidente Lula, não conversaram sobre política na reunião de quinta-feira passada.
Puccinelli garantiu que apenas ele o presidente participaram da audiência, em Brasília e, “como ele [Lula] não tocou no assunto, eu também, não”.
Na reunião, o governador afirma ter solicitado ao presidente três interferências federais, uma delas pela vinda de uma fábrica de fertilizantes da Petrobras para cá.
Peemedebistas e petistas regionais estariam interessados no diálogo da semana passada, afinal os dois partidos dependem de acordos nacionais para definir as alianças políticas para o ano que vem.
O PMDB de Puccinelli pode se juntar ao PT e, confirmado isto, a configuração da disputa eleitoral em 2010 sofreria mudanças radicais. De um lado o PMDB aposta na reeleição do governador; já os petistas alimentam a ideia de que o ex-governador Zeca do PT deve se candidatar.
No entanto, se as siglas se juntarem, esta eventual disputa teria de ser reavaliada.
Quinze dias atrás, Puccinelli foi a Brasília conversar com Lula, mas por conta da agenda presidencial, a conversa ficou para depois.
Hoje pela manhã, em seu gabinete, durante coletiva à imprensa de Campo Grande, Puccinelli distribuiu cópia do ofício com três solicitações que ele fez ao Lula na semana passada.
A primeira delas pede ao presidente Lula que a fábrica de fertilizantes da Petrobrás seja construída aqui no Estado. O empreendimento que deve ser erguido já a partir do ano que vem é disputado por MS, Mato Grosso e Goiás.
Puccinelli pede também a Lula que a Petrobras reveja a maneira como tem negociado o gás da Bolívia, que atravessa ponta a ponta o território sul-mato-grossense, com as termoelétricas. Segundo o governador, o gás tem sido vendido pela metade do preço adotado pelo mercado. E isso estaria reduzindo a captação de tributos estaduais.
Por ocupar o solo daqui, a Petrobras paga ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ao Estado. E por baratear o gás às termoelétricas, que pertencem à própria Petrobrás, MS já teria deixado de receber R$ 46.063.285,91, “nos últimos anos”, segundo cálculo do governador.
Outro pedido que Puccinelli sugerido a Lula tem a ver com dois convênios que envolvem o Mec (Ministério da Educação) e com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Do Mec, o governo quer recurso para a contratação de prestação de serviços e para o transporte escolar, segundo o ofício distribuído por Puccinelli.
Já do Mapa, o governo estadual quer ajuda para “manter o controle e assegurar a sanidade dos animais, especialmente na zona de alta vigilância neste Estado, bem como outros programas sanitários referentes a aves, ovinos e eqüinos”.
Segundo Puccinelli, o presidente prometeu responder a ele se acata ou não as solicitações num prazo de dez a 15 dias.




