“Que Deus ajude Dourados”, diz André sobre a Owari
André não havia ainda se pronunciado sobre o inferno político que envolve Artuzi após a Owari
| MIDIAMAX
O governador André Puccinelli (PMDB) reagiu com cautela à pergunta dos jornalistas sobre sua impressão a respeito da Operação Owari da Polícia Federal, que prendeu 41 pessoas na semana passada, entre elas nove assessores diretos do prefeito Ari Artuzi (PDT), suspeitos de estarem envolvidos em um esquema de fraude em licitações.
“Torço para que o prefeito não esteja envolvido nessa”, disse André. Artuzi demitiu todos os auxiliares presos e ainda não recompôs a equipe. Está tentando fechar alianças para governar com mais tranquilidade. A primeira investida foi sobre o DEM, que tem quatro vereadores (inclusive o presidente do Legislativo, Sidlei Alves, um dos presos na Owari).
Mas os democratas analisaram o cenário e preferiram não aderir à base de Artuzi, apesar da oferta generosa: quatro a cinco secretarias. “A opinião pública poderia não entender”, opinou o deputado estadual Zé Teixeira (DEM).
André não havia ainda se pronunciado sobre o inferno político que envolve Artuzi após a Owari. E apesar de dizer que “torce para que o prefeito não esteja envolvido nessa”, o governador disse que não quer fazer análise política do caso porque daria a impressão de estar tentando se favorecer.
André e Artuzi eram aliados, mas a relação foi tumultuada quando o governador não aceitou a candidatura do pedetista à Prefeitura de Dourados, preferindo apoiar seu vice, Murilo Zauith (DEM). Artuzi acabou tendo apoio velado do grupo do ex-governador Zeca do PT e tem sinalizado que vai apoiá-lo na disputa pelo governo ano que vem.
Apesar das diferenças políticas e do estrago da Owari, André disse que vai continuar apoiando Dourados. Disse que repassa todo mês R$ 973 mil para a Saúde, “mais do que deveria”, segundo o governador.




