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Em Água Clara, disputa por fazendas acaba em tiroteio, policial é ferido e chama reforço

| MIDIAMAX


Disputa por 20 fazendas em Mato Grosso do Sul gera guerra entre irmãos em Água Clara e mobiliza forças policiais. PMs e policiais civis do município junto com equipes do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Seqüestros) e CIGCOE (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais) [ao menos 20 homens] seguiram no início da tarde para a região da fazenda Mateos e Mateos.

Segundo a Polícia Civil, após vários registros de boletins de ocorrências sobre ameaças e tentativas de homicídios cujos protagonistas seriam os irmãos Miguel, José e Pedro da família Mateos e Mateos, o estopim foi a ida de uma equipe da Polícia Civil até a área rural nesta manhã, onde foi recebida a bala e o agente Luciano Marcos Moreira acabou ferido na perna.

Os policiais recuaram para socorrer o colega que está internado no hospital da cidade e será transferido para a Santa Casa.

A bala

 Em campo aberto na fazenda Mirassol, os três policiais civis foram recebido a bala nesta manhã por nove capatazes, segundo a delegada de Água Clara, a 187 quilômetros de Campo Grande, Daniella Kabes de Oliveira Garcia.

Ela aguarda o retorno dos cerca de 20 homens que compõem a megaoperação que tenta prender os envolvidos no crime. Daniella Garcia trabalha há quatro meses no município e diz que a briga de irmãos por conta de pelo menos 20 propriedades rurais em Mato Grosso do Sul tem deixado saldos de violência expressos em registros de boletins de ocorrências policiais por ameaças e tentativas de homicídio.

Os irmãos José Mateos e Pedro Mateos estiveram na delegacia ontem e lá denunciaram o outro irmão Miguel Mateos por ameaçá-los. A fazenda Mirassol não tem produção agrícola e nela há condomínio da família que conta com algumas cabeças de gado. “Esses irmãos vem travando embate jurídico por causa dessas terras. Os irmãos moram em Naviraí e outras cidades”, diz a delegada.

 Hoje pela manhã, três investigadores foram até a área a 80 quilômetros do perímetro urbano de Água Clara. Um deles, Luciano Marcos Moreira acabou alvejado. “Eram nove capatazes contra os três policiais”, diz a delegada.

Agora, ela aguarda o retorno dos policiais para saber quais os rumos deverá tomar. A principio o inquérito será por uso ilegal de arma de fogo e tentativa de homicídio.

O caso


 A Polícia Civil foi atender o chamado das vítimas [irmãos Pedro e José] por ameaça na cidade de Ribas do Rio Pardo. O agente Luciano Marcos Moreira foi alvejado na perna.

 Da Capital, policiais da CIGCOE (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais), Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Seqüestros) foram até a Fazenda Mirassol.

 


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