Dourados: DEM não aceita compor administração de Ari Artuzi
| MIDIAMAX
O Democratas recusou o convite para compor a administração de Ari Artuzi (PDT) em Dourados e, em contrapartida, dar apoio ao prefeito na Câmara Municipal. Artuzi tenta fechar alianças que lhe garantam a governabilidade, após nove funcionários da Prefeitura (a maioria do primeiro escalão) terem sido presos na Operação Owari da Polícia Federal, desencadeada na semana passada, que apura fraudes em licitação envolvendo a família Uemura e administrações municipais.
O Democratas tem quatro vereadores na Câmara e dois deles foram presos na operação da PF: o presidente do legislativo Sidlei Alves e Paulo Henrique Bambu. Os outros dois (Marcelo Barros e Gino) sempre fizeram oposição ao governo Artuzi e acabaram convencendo a cúpula do partido a não apoiá-lo.
“A sociedade poderia não entender. Poderia parecer interesse político”, explicou o deputado estadual Zé Teixeira, o único representante do DEM na Assembleia.
Artuzi teria oferecido quatro secretarias ao DEM, inclusive a de Agricultura ao vereador Gino, seu oponente. Mesmo assim o partido não quis.
Sem conquistar o DEM e tendo perdido apoios isolados de vereadores do PMDB, a base de Artuzi está fragmentada na Câmara. Para sorte sua, o legislativo está em recesso, o que lhe dá mais tempo para tentar costurar outro arranjo capaz de conferir o mínimo de governabilidade.
O PDT, partido do prefeito, só tem dois vereadores. O PT tem um vereador, Dirceu Longhi, que tem votado com Artuzi sem assumir um posicionamento claro. Neno Razuk, de Planejamento, entregou a carta de demissão ontem e pode levar à oposição sua mãe, a vereadora Délia Razuk. O PR tem dois vereadores, o PRB tem um (tio do prefeito) e o PSDB, também um. (Colaborou Nicanor Coelho)



