Estado homologa emergência em Dourados
| DOURADOSAGORA
O governo de Mato Grosso do Sul homologou a situação de emergência decretada pelo prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT) no final de maio. A decisão do Estado já foi repassada para a União que deve reconhecer a situação de emergência do município por um prazo de 90 dias, segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, João Vicente Chencarek.
A decisão de decretar a situação de emergência foi tomada depois que técnicos do município comprovaram que Dourados sofreu um prejuízo de R$ 83,9 milhões provocados pela estiagem dos últimos meses, que afetou a cultura de inverno e a pecuária de corte e leite.
Na conta dos técnicos, o impacto foi de 4,3% sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do município. Neste montante, o prejuízo afeta o orçamento da Prefeitura em 20% e a arrecadação em 35%.
O levantamento feito pela Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Embrapa Agropecuária Oeste, Prefeitura, Defesa Civil e integrantes da Agricultura Familiar, revelou que a quebra na lavoura de milho 2ª safra foi de 70%; sorgo, 60% e trigo de 70%. A quebra na pecuária de corte foi de 68 mil arroba e na de leite foi de 2,1 milhões de litros, perfazendo R$ 1,8 milhão.
Segundo Chaencarek, na prática, a situação de emergência vai possibilitar uma renegociação das dívidas e aumento dos incentivos, principalmente na agricultura familiar onde 90% tem como a principal renda o leite.
Na prática, a situação de emergência é um reconhecimento público do problema, que pode futuramente beneficiar o produtor rural a conseguir uma renegociação da dívida junto ao banco credor. Em outra situação, produtores rurais da agricultura familiar também serão beneficiados com bolsa-alimentação. Já estão em Campo Grande 258 cestas básicas que serão entregues a essas famílias em Dourados nos próximos dias.
De acordo com o IBGE, o milho 2ª safra em Dourados, foi plantado numa área de 100 mil hectares, cuja estimativa de rendimento - antes do início das perdas - era de 3.960 quilos por hectares. Conforme a análise dos técnicos as perdas da lavoura foram de 70%. Os índices de precipitação durante o desenvolvimento do milho foi abaixo da média dos últimos 30 anos, conforme análise da Embrapa.



