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Agronegócio da região passa pela maior estiagem em 30 anos

| MIDIAMAX


Depois de passar por um mês de março com raras chuvas e um mês de abril sem qualquer registro de precipitação, o município de Dourados começou a primeira quinzena de maio com a pior seca dos últimos 30 anos. As perdas foram registradas em toda a área plantada de milho safrinha e ainda na pecuária de corte e de leite.

De acordo com o decreto do prefeito Ari Artuzi (PDT), estabelecendo situação de emergência da área rural do município, a pecuária de leite foi afetada em 40%, refletindo diretamente na manutenção da renda nos assentamentos rurais, que são responsáveis por 90% do leite produzido na região, em sistema de pecuária familiar. As perdas de pastagens geraram ainda perdas de até 30% na pecuária de corte e nos cultivos de sorgo e trigo.
 

Segundo levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropcuária (Embrapa), o volume de chuvas somados em março, abril e nos primeiros 15 dias de maio não só foi o menor dos últimos 30 anos, como correspondem a menos de 10% da média histórica.
 

“Associada a um mesmo período de temperatura elevada, baixa umidade relativa do ar e intensa radiação solar com altos índices de evapotranspiração, provocando um déficit hídrico acentuado nas plantas, prejudicando o estabelecimento da cultura, o desenvolvimento vegetativo, a floração e a granação; causando ainda a maturação precoce e má formação dos grãos”, afirma o texto do decreto. O decreto traz ainda um relatório da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) apontando que as perdas com o milho safrinha somam 245 mil toneladas a menos na safra 2009, até agora. A agência também registrou perdas de 1,8 mil toneladas de trigo e 0,75 toneladas de sorgo.


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