Confusão entre vereadores levará PM à Câmara de Rochedo
| CAMPO GRANDE NEWS
Após registrar uma confusão envolvendo os vereadores Francisco de Paula Ribeiro Júnior (PT), o Juninho, e o presidente da Câmara de Rochedo, Jaime Alves Sandim (DEM), as sessões da Casa poderão ser acompanhadas por policiais militares. Segundo Jaime Sandim, a presidência da Câmara enviou ofício à PM, solicitando presença policial.
Ele conta que a confusão aconteceu na última quinta-feira. Na versão do presidente da Câmara, a temperatura esquentou após o vereador Juninho usar a tribuna para, durante meia hora, ler uma nota de repúdio à atual presidência.
Vereador há quatro mandatos, sendo presidente pela primeira vez, Jaime afirma que Juninho está descontente pelo fato de ter perdido espaço político na Casa. Ele já foi presidente e o último vereador a presidir o legislativo municipal era seu aliado.
Jaime relata que proibiu manifestações de repúdio na Câmara. “Quem quiser fazer repúdio que vá até a rádio. A Câmara não é para isso”, argumenta.
No último dia 21, o vereador petista leu uma nota de repúdio, mas a sessão foi encerrada e ele não teve direito a réplica, causando uma acirrada discussão.
Em seguida, o presidente conta que foi para o gabinete. Enquanto isso, na versão de Jaime, o ex-prefeito Francisco de Paula Ribeiro, pai de Juninho, chegou à Câmara. “O pai chegou com revólver na cintura e empurrou meu assessor jurídico”, diz o presidente, conforme relato que obteve de terceiros.
Jaime desconhece se o funcionário da Câmara registrou boletim de ocorrência contra o ex-prefeito. A Câmara de Rochedo realiza sessão uma vez por semana, sempre às quintas.
Circo – O vereador Juninho afirmou que vai representar contra o presidente da Câmara no Conselho de Ética. Na versão do vereador do PT, ele foi à tribuna para rebater denúncias, feitas por Jaime Sandim, de que não recolheu INSS entre 2005 e 2006, quando foi presidente da Câmara. “Ele fez um circo na sessão do dia 14. O problema aconteceu em 2004, era outra gestão. Por isso precisava explicar a situação para o povo, eleitores e colegas”.
Terminado o pronunciamento, o vereador pediu réplica, mas o presidente encerrou a sessão. “Com o microfone da rádio desligado, ele me xingou. Mas fiquei de boa e permaneci na Câmara”, relata. A sessão é transmitida ao vivo no rádio.
Juninho nega que seu pai foi à Câmara armado e tenha agredido o assessor jurídico da Casa. “Meu pai passou por lá muito tempo depois”.
A confusão parece não ter deixado marcas irreparáveis. “Hoje, passei por ele na Câmara e ele me cumprimentou”, conta Jaime Sandim sobre Juninho.
“Cumprimentei e cumprimento mesmo tendo ficado triste por ele não respeitar a democracia”, relata Juninho.



