Temperatura despenca neste final de semana
| DOURADOSAGORA
A meteorologia prevê frio intenso na região da Grande-Dourados a partir deste final de semana. De acordo com o site ClimaTempo, os termômetros podem registrar 6º graus no sábado. O agrometereologista da Embrapa Agropecuária Oeste, Claudio Lazarotto, descarta geada caso as temperaturas se mantenham acima da casa dos 2º graus.
"Os riscos de geada são remotos de acordo com o que a meteorologia prevê. Porém, caso ela ocorra, haverá perdas irreparáveis na agropecuária; milho e pasto serão os mais afetados", explica.
De acordo com o site ClimaTempo, as temperaturas devem cair drasticamente até sábado; cerca de 17º graus a menos de diferença.
Amanhã, a previsão é de que a mínima seja de 17º graus e máxima de 24º graus. Não deve chover. No sábado o frio é intenso pela manhã e a noite. A temperatura deve chegar a 6 graus.
No domingo a temperatura varia entre 11º e 28º graus. Não chove. Na segunda-feira poderá haver pancadas de chuva, cuja o volume estimado seja em torno de 2 milímetros. A probabilidade é de 60%. As temperaturas variam entre 11º e 28º.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as frentes frias que começam a chegar gradativamente na região devem ser frio moderado. As temperaturas devem variar em média entre 14 e 17 graus (mínima) e de 20º a 22º graus (máxima). A previsão é de poucas chuvas durante o período de inverno, que se aproxima.
CHUVA
Desde o dia 31 de março não há chuvas satisfatórias na região. O mês de abril não houve precipitações. No início do mês de maio houve pancadas de chuva que registraram 2 milímetros de água. Ontem, as chuvas que começaram por volta das 10h registraram 33 milímetros.
Segundo, o Boletim Agrometeorológico da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), a estiagem em abril, indicou um recorde período seco nos últimos 30 anos. O maior período consecutivo sem chuvas registrado em abril era de 16 dias e havia ocorrido em três ocasiões: 1980, 2002 e 2005.
LAVOURAS
Uma possível geada extinguiria de vez a possibilidade de safra do milho e pastagens em Dourados, segundo Claudio Lazarotto. O período de frio sem chuvas, conforme prevê a meteorologia, significaria prejuízos no campo.
Em recente entrevista ao O PROGRESSO, o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Região da Grande Dourados, Bruno Andrade Tomasini, calculou que as perdas na estiagem já atinjam entre 25% a 30% das lavouras de milho da região plantadas no início de fevereiro e que hoje encontram-se em fase de formação de grãos. "Este período é o mais crítico, quando a planta depende da umidade do solo para se desenvolver", disse.
Dos 100 mil hectares de milho cultivados em Dourados, 60 mil, plantados até 10 de março, estão neste período crítico. No entanto, Tomasini não vislumbra otimismo para o restante - 40 mil hectares plantados recentemente –, já que a previsão que existe, é de pouca chuva, isso sem contar com as possíveis geadas, que ainda estão por vir. "Isso sem dúvida é péssimo para maioria dos produtores que já vem de uma safra frustrada de soja", lembra o engenheiro agrônomo.



