Bancada de MS torra tudo o que tem direito da verba indenizatória
| TV MORENA
Enquanto a Câmara trabalha na elaboração das normas sobre como os deputados devem gastar a ajuda de R$ 15 mil, os parlamentares vão torrando tudo o que tem direito. Parte da bancada federal de MS torrou toda cota a que tem direito. Os oito deputados federais do Estado gastaram quase R$ 278 milhões.
As regras começaram a ser definidas na semana passada, depois da sequência de escândalos sobre a aplicação dúbia do dinheiro. A 'ajuda' de custo eleva para quase R$ 45 mil o salário do parlamentar, fora o 14º salário e o 15º salário, pagos no início e no final de cada ano para renovação do guarda-roubas (auxílio paletó).
Entre as novas regras, que buscam, segundo a Câmara, tornar mais rígida a liberação e aplicação do dinheiro, está a possibilidade do parlamentar usar o recurso extra para pagar despesas com alimentação fora de Brasília. Até agora, como não haviam regras sobre como deve ser gasta a verba, cada deputado ou senador vem usando o dinheiro como lhe convém.
A possibilidade de gastar com comida seria uma forma de ajustar a coerência. Para a Mesa da Câmara, seria contrasenso permitir o uso da verba para hospedagem e combustível nessas situações (fora de Brasília), mas não para alimentação.
No esboço das regras feito na semana passada, a Mesa estava determinada a proibir que os deputados utilizem a a verba para o pagamento de despesas com alimentação, pesquisa, serviços de assessoria e trabalhos técnicos.
A nova norma também limitava em 30% o uso da verba em serviços de segurança, além de proibir a contratação pelo parlamentar de empresa de sua propriedade ou de seus familiares.
Os gastos de MS
A bancada de Mato Grosso do Sul na Câmara, formada por oito deputados, gastou R$ 277,5 mil da chamada verba indenizatórias. Repetindo a performance do ano passado, o deputado Vander Loubet (PT) lidera nos gastos. Foram R$ 48.913,66 consumidos supostamente com aluguéis, combustível e correios, entre outros gastos. Em segundo lugar aparece o deputado Geraldo Resende (PMDB), que fechou o trimestre com gastos de R$ 44,8 mil. Antonio Cruz, do PP, é o terceiro do ranking com gastos de R$ 43,2 mil com hospedagem, alimentação, acesso à internet, TV a cabo e locação de software, entre outras despesas.
No ranking da bancada federal de MS, Waldir Neves (PSDB) apresentou gastos de R$ 36.841,32 nos meses de janeiro, fevereiro e março. O O deputado Nelson Trad (PMDB) comprovou, mediante apresentação de notas e recibos, gastos de R$ 33,7 mil. Já o deputado federal Waldemir Moka (PMDB) consumiu R$ 32 mil da verba indenizatória nos três primeiros meses do ano. O pedetista Dagoberto Nogueira gastou R$ 24, 6 mil e Antonio Biffi (PT) apenas 17 mil.
Além do salário de R$ 12,8 mil e da verba indenizatória de R$ 15 mil, os deputados federais têm direito a R$ 3 mil mensais em auxílio-moradia, até R$ 4,2 mil para postagem e telefone, até R$ 16,5 mil por mês em cotas para passagem aérea e R$ 6 mil para publicações. Os senadores, a exemplo dos deputados, recebem mensalmente R$ 15 mil de verba indenizatória para cobrir gastos com compromissos parlamentares fora de Brasília, além do salário de R$ 16.512.





