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Entidades querem presidenciáveis discutindo bioenergia no Canacentro


 Mais que simplesmente debater o panorama atual da agroindústria canavieira e apontar as perspectivas  para o segmento a médio e longo prazo, a organização do Congresso do Setor Sucroenergético do Brasil Central (Canacentro), que será realizado entre os dias 19 e 21 de março, no centro de convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, quer que os possíveis candidatos a presidência da República nas eleições deste ano participem das discussões.

Presidente da Biosul, Roberto Hollanda (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)Presidente da Biosul, Roberto Hollanda
(Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

Para isso, Luis Alberto Moraes Novaes, presidente da Comissão de Bioenergia da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), uma das entidades que está promovendo o evento, revelou na manhã desta quinta-feira (27), no lançamento do congresso, que já foram convidados três presidenciáveis para palestrarem no Canacentro, a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) e o senador Aécio Neves (PSDB).

Além de discutir alternativas para que o setor supere a crise que enfrenta há alguns anos ocasionada por fatores climáticos, políticos e econômicos, Novaes diz que ao final do Canacentro deverá ser produzido um documento, uma carta de considerações, que também deverá ser entregue aos presidenciáveis.

Secretária de Produção de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)Secretária de Produção, Tereza Cristina Corrêa da
Costa Dias (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

Já Roberto Hollanda, presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia (Biosul), outra entidade que está promovendo o evento, destacou que o Canacentro também representa a oportunidade de ressaltar o potencial do setor. “É o setor que colocou o Brasil na liderança mundial do mercado de açúcar, que pode oferecer uma resposta rápida e eficiente para o fornecimento de energia elétrica para o país no período em que os reservatórios das hidrelétricas estão baixos e que tem um biocombustível que tem um grande número de vantagens em relação ao combustível fóssil, mas que está sendo prejudicado por uma política pública inadequada”, comenta.

Por sua vez, a secretária estadual de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, lembrou que em Mato Grosso do Sul, apesar do cenário adverso em âmbito nacional, o setor continua crescendo. “As indústrias já instaladas estão ampliando a capacidade de produção, ampliando a área de cultivo e neste ano recebemos consultas de três grupos buscando informações sobre o ambiente institucional que encontrariam no estado para a instalação de novas usinas. Foi uma consulta preliminar, mas é um indicativo de que alguma coisa está acontecendo”, analisa.

Presidente da Famasul, Eduardo Riedel (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)Presidente da Famasul, Eduardo Riedel
(Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

Além desse crescimento da agroindústria canavieira, a secretária diz que o setor de bioenergia está em expansão no estado e citou como exemplo o projeto de instalação de uma usina de produção de etanol de milho em Chapadão do Sul, na região sudeste, e ainda a possibilidade da implantação de uma fábrica de plástico verde, que utilizaria o etanol processado em Mato Grosso do Sul como matéria-prima. “A intenção é estimular a industrialização em Mato Grosso do Sul para agregar valor aos nossos produtos”, concluiu.

Por fim, o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, destacou que o setor sucroenergético está consolidado em Mato Grosso do Sul, tendo um papel importante no crescimento socioeconômico do estado nos últimos anos e que seus principais produtos, o etanol e o açúcar, estiveram inseridos em uma ampla discussão realizada sobre livre comércio entre o Brasil e a União Européia, na reunião de cúpula realizada na semana passada em Bruxelas, na Bélgica. Isso, conforme ele, reforça a importância do segmento para o país e para o estado.


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