Dourados pode eleger seu primeiro senador, diz Waldir Guerra
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Guerra acumula a experiência de ser vereador em Pato Branco (PR) na década de 60, ter sido secretário de Indústria e Comércio no governo de Marcelo Miranda na década de 80 e ter uma passagem de quatro anos como deputado federal entre 1991 a 1995, afirmou que o seu partido aposta no nome do vice-governador Murilo Zauith para esta empreitada.
Ao longo dos anos, segundo Guerra, Dourados e toda a região tiveram apenas papel coadjuvante no processo de escolha de candidatos ao governo do estado e ao senado. "Sempre quando tínhamos um bom nome para disputar o governo, as forças da capital acabavam impondo para Dourados uma candidatura a vice-governador como forma de amenizar as discussões e acalmar os anseios das lideranças da região".
Segundo o presidente do DEM, foi assim com a eleição de George Takimoto, Braz Melo e Egon Krackekhe e do próprio Murilo Zauith para a vice-governadoria. Nestes 31 anos de história do Mato Grosso do Sul, a Grande Dourados perdeu a chance de eleger um governador sempre atendendo as imposições da Capital, explica Guerra que vê novamente a repetição deste quadro.
"Para que isto não volte acontecer, o governador André Puccinelli (PMDB) deve contemplar Dourados não com o cargo de vice-governador, mas com a indicação de um nome na chapa majoritária para disputar o Senado e Murilo é nome que queremos", disse Guerra que sugere ao governador que ao invés de ficar indicando o prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad e da prefeita e Três Lagoas, Simone Tebet para disputar as duas vagas em disputa, deixe uma vaga para a Grande Dourados como "primeiríssima prioridade".
Murilo, conforme avaliação de Waldir Guerra tem um excelente currículo político que aliado a sua capacidade e inteligência torna-o o melhor candidato. Guerra também analisa que Murilo por sua inserção empresarial no setor educacional, demonstrou competência na iniciativa privada e agregou em torno de si respaldo necessário para disputar o Senado, mas necessita desta indicação prioritária do governador.
Guerra reconhece a importância do bom relacionamento de Puccinelli com a Ministra da Casa Civil Dilma Roussef, mas defende o alinhamento do PMDB com a candidatura de José Serra (PSDB) uma vez que a coalização PMDB-PSDB-DEM foi a responsável por sua eleição. "São duas as vagas para o Senado e o Governador na minha visão tem a obrigação de indicar o nome de Murilo como candidato para contemplar os sonhos dos douradenses", disse o presidente do DEM.
O DEM, segundo Guerra, tem que formar uma boa chapa de candidatos a Assembléia Legislativa e à Câmara Federal. "E o meu nome já está posto para concorrer a deputado federal, pois acredito que posso contribuir não apenas com o partido, mas com o desenvolvimento do estado e da região de Dourados", finalizou o empresário.



