Após morte, moradores fecham rodovia MS 156
O manifesto por maior segurança na estrada estadual gera um congestionamento de aproximadamente dois KM
| DOURADOS AGORA
A morte de Adriano Dias da Silva, de 24 anos, em colisão frontal entre o carro que conduzia e uma carreta, ontem, levou a população de um conglomerado de vilas a fechar esta manhã a rodovia MS-156 de acesso ao Distrito Industrial de Dourados (DID) e Porto Cambira.
O manifesto pacífico por maior segurança na estrada estadual gera um congestionamento de aproximadamente dois quilômetros no sentido BR-163 ao DID.
Os moradores temem pela segurança dos filhos que são obrigados a atravessar a pista para chegar à escola no Estrela Poravi e outros bairros. O perigo também ronda trabalhadores que trafegam todos os dias e noites, especialmente a pé, em bicicletas e motocicletas.
Moradores do novo bairro Dioclécio Artuzi, Jardim Colibri e adjacentes fecharam a estrada com galhos, pedras e paus. O movimento visa chamar a atenção dos condutores e pedestres para os riscos do trânsito que aumentou naquela região por conta do aumento no fluxo de pessoas e veículos com a implantação de novo bairros e outros, como os conjuntos Harrison de Figueiredo I e II, em fase de conclusão.
A Polícia Militar acompanha o manifesto na região do conjunto Dioclécio e a Polícia Rodoviária Federal se posicionou na região conhecida como "Trevo do DOF", na rodovia BR-163.
RETROSPECTIVA
Adriano Dias da Silva morreu em acidente de trânsito na tarde de ontem, após bater o veículo de frente com uma carreta na rodovia MS-156, que dá acesso ao Distrito Industrial.
Adriano seguia sozinho rumo a uma indústria da região em um Fiat Fiorino, quando colidiu violentamente com uma carreta conduzida por Gilmar Zanotto, de 42 anos.
Com a força do impacto, o jovem ficou gravemente ferido e preso entre as ferragens, sendo socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Ele chegou a ser encaminhado ao Hospital da Vida, mas não resistiu e morreu. O cavalo mecânico da carreta perdeu o eixo dianteiro durante a batida.
Zanotto disse que viu o Fiorino surgindo repentinamente em sua frente, e que até tentou realizar uma manobra evasiva, mas como a pista não possui acostamento, não conseguiu; o caminhoneiro escapou ileso.
Representantes da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e da perícia técnica estiveram no local colhendo informações sobre o caso.




