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Organizações internacionais visitam aldeia indígena de Caarapó

Segundo o Cimi, documento anunciará crimes contra índios.

| COM INFORMAçõES DO CIMI


Membros de organizações internacionais relacionadas aos Direitos Humanos visitaram nesta quarta-feira (27) o acampamento guarany-kaiwá em Caarapó, onde morava o adolescente de 15 anos morto a tiros em uma fazenda na região. Eles lançaram uma carta de solidariedade aos povos indígenas de Mato Grosso do Sul e colheram informações sobre a retomada da propriedade onde o crime aconteceu, que é território reivindicado pelos índios.
 

De acordo com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o documento anunciará em nível internacional os crimes cometidos contra indígenas naquela região, convocando o governo e a sociedade civil para defenderem o direito à vida, à integridade física e mental, da liberdade e da segurança dos povos indígenas do estado.
 

A comitiva é composta pela Anistia Internacional, Plataforma Dhesca Brasil, Justiça Global, FIAN Brasil, Sesi, e Comissão Pastoral da Terra (CPT). Ela foi acompanhada por lideranças indígenas kadiwéu, terena, guarany e da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil ( APIB).
 

Para as entidades, o crime e a realidade em que vivem os indígenas do estado representam uma situação de permanente violação dos direitos humanos, de descumprimento da Constituição Federal e dos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Convenção Americana de Direitos Humanos.


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