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Greve de vigilantes paralisou atendimento em duas agências bancárias


 

Duas agências bancárias de Caarapó, Banco do Brasil e HSBC, não abriram para o atendimento na manhã desta sexta-feira (1º). O motivo é a paralisação dos vigilantes bancários e seguranças de transporte de valores. Apenas os serviços nos caixas eletrônicos não foram interrompidos nesses dois locais.

As duas outras agências localizadas na cidade, Sicredi e Bradesco, funcionaram normalmente. 

Segundo Raul Verão, presidente do Sindicato dos Bancários da Região da Grande Dourados (Seeb/MS), nenhum banco poderia abrir suas portas sem a presença de seguranças no local. “Para uma agência entrar em funcionamento, é preciso que seja apresentado um plano de segurança à Polícia Federal”, explicou Raul.

Ele continua: “Se por ventura esse plano não for aplicado à prática, a empresa corre o risco de ter suas atividades interditadas por tempo indeterminado segundo a Lei 7.102/83. Por isso, é preciso que vigilantes estejam atuantes para garantir a segurança no local. Eles também são principais responsáveis pelo transporte de dinheiro”, disse.

Apesar dessa situação, a diretoria do banco Bradesco solicitou à gerência da agência em Caarapó e também em Dourados que o expediente funcionasse normalmente, mesmo sem a presença de proteção. Os funcionários temendo por sua segurança, acionaram o Sindicatos dos Bancários. “Vamos ver como podemos proceder”, afirmou Raul.

Já o Sicredi, cooperativa de créditos, contratou um segurança particular temporário.

GREVE DOS VIGILANTES

A greve iniciada nesta sexta-feira em todo país tem como principal reivindicação o aumento de 30% no salário, referente ao adicional de periculosidade . A Lei 12.740, que foi publicada no último dia 10, garante o benefício ao trabalhador, porém, ainda precisa ser regulamentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (ME).

“É nessa brecha da regulamentação que os banqueiros e empresários se apoiam para negar o reajuste de 30%. Eles mesmos reconhecem o risco da profissão e nos dão 9% de bônus”, disse Jucione dos Santos, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância da Região (Seesvda).


O sindicato dos Bancários explica que as agências devem cumprir a Lei Federal 7.102, que proíbe o atendimento pessoal sem a presença dos vigilantes.

A vigilante que trabalha no setor há cinco anos, Laura Fernandes, chama a atenção para o perigo que a população está correndo ao sacar dinheiro nos caixas eletrônicos sem a presença dos profissionais de segurança nas agencias bancárias. “Pela lei o branco não pode abrir sem a presença de vigilantes e por isso a população está fazendo saques hoje com receio de que falte dinheiro. A movimentação está grande e os marginais vão se aproveitar disso. Todos estão vulneráveis”, acredita.

A população desaprova a suspensão do atendimento bancário. A servidora pública Elaine Barros, afirmou que hoje é o dia de pagamento do funcionalismo e a categoria está sendo prejudicada. “Não vamos receber e estamos sem dinheiro para pagar as contas e nem comida neste final de semana”.

A empregada doméstica Vera Lúcia de Souza conta que não conseguiu descontar o cheque de seu pagamento. “E o pior é que meus patrões estão viajando e só voltam na segunda-feira. Não tem como eles me darem algum dinheiro e eu iria fazer a compra no mercado hoje”, lamenta.

Com a greve dos vigilantes bancários e seguranças de transporte as operações em caixas eletrônicos também serão prejudicadas. Apenas os profissionais de segurança têm autorização para fazer a reposição do dinheiro nos caixas, que deve começar a faltar em alguns bancos da cidade já no início da tarde. Além disso, a orientação é não realizar depósitos, pois estes não poderão ser computados com o encerramento do atendimento.

De acordo com o sindicato dos Bancários, a melhor opção para os pagamentos na data de hoje é que sejam feitos nas lotéricas.

 

 

 


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