Roberto Nakayama pretende disputar presidência da Câmara
| CAARAPONEWS/REDAçãO
O vereador eleito pelo PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), Roberto Sanches Nakayama, afirmou essa semana que deve concorrer ao cargo de presidente do legislativo caarapoense para o biênio 2013/2014.
A candidatura de Beto Nakayama, como é conhecido, surge alguns dias depois do CaarapoNews publicar que manobra de bastidores já teria definido o nome dos “veteranos” Cido Santos (PR) e Edson Baratella, o “Pontinha” (PT), como os dois próximos presidentes, respectivamente, da Casa de Leis (Leia aqui).
“Li a reportagem e também escuto falar na rua, agora se isso de fato vai se confirmar eu não sei, só acho estranho que um dia após a eleição já se tenha definido os próximos dois presidentes. Se isso é verídico, só tenho a lamentar, pois nem sequer abriram espaço para o diálogo, propostas e debates”, disse Nakayama.
O filho do saudoso ex-prefeito João Nakayama afirma ainda, que resolveu colocar seu nome para apreciação dos demais colegas de legislatura devido ao fato de nenhum outro novato ter se prontificado. “O resultado da eleição deixou bem claro que os eleitores querem mudança e renovação no legislativo, então nada mais justo que um novato ser presidente da Casa de Leis, visto que somos maioria [Sete novatos eleito no total]”, analisa o peemedebista, que acredita ainda que os vereadores que se elegeram pregando renovação o apóiem. “Será incoerência da parte deles, que pregaram renovação, apoiar a presidência, por 4 anos, de dois reeleitos”, finaliza.
Apoio
A candidatura de Beto Nakayama pode ganhar o apoio do também novato André Nezzi (PSL). “Sem dúvidas o nome do Roberto [Nakayama] é interessantíssimo. Uma pessoa estudada, bem esclarecida e que sabe manter o diálogo, além do que, se trata de um novato na carreira política, que assim como eu deve assumir o seu mandato com muita vontade de mostrar serviço”, diz.
Para Nezzi o ideal seria que todos os candidatos eleitos sentassem e chegassem a um consenso, colocando novatos e veteranos para comandar os trabalhos da Câmara juntos. “Por que não um novato e depois um veterano na presidência, ou vice e versa, sendo a mesa diretora divida também?”, questiona.
Sobre a suposta manobra, um dia após a eleição, que já teria definido os dois próximos presidentes, André foi taxativo. “Se isso de fato ocorreu, é lamentável e serei contra. Sou amigo e respeito tanto o Cido quanto o Pontinha, mas não da para compactuar com isso, até porque, fui eleito pregando renovação; estaria entrando em contradição e traindo a confiança dos meus eleitores que votaram em mim esperando algo novo, portanto, vamos aguardar”, disse.
Questionado a respeito de como resolveria o impasse para que a Câmara não ficasse dividida, Nezzi sugeriu: “que o mais votado, no caso o ‘Pipoca’, seja o primeiro presidente. Seria justo pelo seu desempenho e tenho certeza que agradaria tanto aos novatos quanto a população”. “Aliás, não entendo o porquê dele não se candidatar, pois além de ser o mais votado, seu partido será maioria na casa e sua coligação elegeu o maior número de vereadores”, observa André Nezzi finalizando: “o segundo presidente deveríamos conversar sobre isso somente daqui a dois anos, mas que deixasse aberto para um veterano; seria o correto em minha opinião”, opinou.





