Coligação que elegeu Zauith começa a ser desfeita
| GD NEWS
A mega-coalizão partidária que deu apoio à eleição de Murilo Zauith (PSB) como prefeito de Dourados em 2011 começou a ser desfeita. Denominada ‘União por Dourados’, a coligação que uniu 15 partidos políticos não chegou nem ao fim do atual mandato. A pressão por cargos públicos e o desejo de laçar projetos independentes são os principais responsáveis pelo desmonte administrativo.
Enquanto os peemedebistas garantem que vão lançar candidato próprio ao cargo de prefeito, vereadores do DEM demonstraram descontentamento com os cargos que ocupam na atual gestão municipal. Na sessão ordinária da noite desta segunda-feira (9), o chefe do Legislativo Idenor Machado e seu correligionário Gino Ferreira (ambos democratas) cobraram mais espaço no alto escalão da prefeitura.
DEM
“O prefeito mudou de agremiação partidária e nós ficamos à procura de espaço”, afirmou Machado. “O partido [DEM] poderia ter um segmento para atuar”, cobrou. O presidente da Câmara se queixa pelo fato de Zauith ter sido eleito quando era filiado ao Democratas. Atualmente, a sigla detém o controle apenas da Secretaria Municipal de Obras, sob o comando de Jorge De Lúcia.
De acordo com Ferreira, o problema é ainda maior. O ruralista criticou a abertura concedida aos petistas, que chefiam duas pastas – com Ledi Ferla (Assistência Social) e Walteir Betoni (Educação). “Como pode o PT, que tem um vereador aliado e outro de oposição, ocupar duas secretarias, e o DEM com quatro parlamentares da base só ter uma”, questionou.
PMDB.
Essa manifestação de descontentamento por parte dos democratas pode ser ainda mais prejudicial às ambições de Zauith. Isso porque a sigla já flerta com o projeto do PMDB. Mesmo com a desistência de José Carlos Barbosa de concorrer neste pleito, o DEM mostra-se cada vez mais distante da atual gestão. O próprio deputado estadual Zé Teixeira, presidente do partido no Estado, é companhia frequente do deputado federal e pré-candidato peemedebista Geraldo Resende em eventos no município.
De acordo com o presidente do diretório estadual do PMDB, Esacheu Nascimento, a candidatura própria do partido é irreversível. “Hoje o que se espera é definir o nome”, garante. Contrário a mega-coalizões como a formada em Dourados em 2011, o dirigente afirma que “é fundamental para a existência dos partidos políticos que tenham candidatura própria”. “Não podemos suprimir a vontade do eleitor e torná-lo um mero homologador da candidatura colocada”, critica.
Nanicos
Outra baixa já anunciada na campanha de Zauith é o PSL. Segundo o deputado estadual.
Gerorge Takimoto, sua sigla também deve caminhar junto ao PMDB. E mesmo que os peemedebistas desistam do pleito, o parlamentar garante que pode apresentar o próprio nome para a disputa. Além disso, outros nanicos devem acompanhar esse direcionamento, de acordo com ele.
Esse é o caso de PTN, PHS, PTC, PPL e PRP, que formaram o grupo ‘Juntos por Dourados’ e cogitam lançar o jurista Joédi Guimarães na disputa. Essas siglas reconhecem que ainda há possibilidade de coligações, mas não pretendem engrossar as fileiras governistas nessa campanha. “Se estivéssemos 100% satisfeitos [com a atual administração] estaríamos juntos com o prefeito”, argumentou o pré-candidato do grupo em recente entrevista à imprensa local.
Caso esse desmonte se confirme, dos 15 partidos que fizeram parte da ‘União por Dourados’, PSDB, PR, PDT, PRB, PSB, PPS, PTB, PV, PP, PTdoB e PT devem ser os remanescentes.




