Inquérito sobre tiroteio entre policiais ainda não tem data para ser finalizado
| GD NEWS
O inquérito policial instaurado para investigar o tiroteio entre policiais ocorrido em Dourados não tem data para ser finalizado. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Humberto Perez Lima, alguns laudos ainda não ficaram prontos e foi preciso solicitar mais prazo ao Ministério Público (MP).
Quase 40 dias após o confronto entre o agente federal Leonardo Pacheco e o policial militar Sandro Morel, ainda não há uma conclusão definitiva sobre o que realmente aconteceu naquele dia 8 de maio. “Foi pedido novo prazo para o Ministério Público, porque alguns laudos ainda não foram finalizados”, explica o delegado que preside o inquérito.
De acordo com Humberto Perez Lima, análises referentes aos computadores dos envolvidos ainda não foram concluídas. Ele informou que o MP ainda não respondeu a solicitação de novo prazo, mas informou que normalmente é concedido um período de 60 a 90 dias para que seja encerrado o inquérito.
Envolvidos
O tiroteio ocorrido no Dia das Mães fez três vítimas. Todos agentes de segurança pública. Morel, do serviço investigativo do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), foi morto no confronto. Pacheco, que também foi baleado, efetuou os disparos contra a única vítima fatal do incidente. Outro militar, José de Souza, foi atingido com um tiro em uma das pernas.
A agente da Guarda Municipal, Zilda Ramires, também foi envolvida. Segundo as investigações, teria sido ela o pivô do ocorrido. O testemunho dela é considerado um dos mais importantes pelos investigadores, pelo fato de ter presenciado o confronto. No início deste mês, Zilda prestou seu segundo depoimento sobre o caso.
Depoimentos
Segundo o delegado, foi necessário ouvi-la uma segunda vez devido ao estado em que ela se encontrava no dia do tiroteio. Em seu primeiro depoimento, Zilda ainda estava abalada com o que tinha presenciado. Contudo, o principal ponto de sua fala foi mantido. Ela reafirmou no dia 7 deste mês que o policial militar se identificou no momento da abordagem.
Em contraponto, o agente federal afirmou durante depoimento que Morel não teria se identificado como policial quando entrou em seu apartamento. Leonardo Pacheco chegou a ser preso, mas foi liberado pela Justiça. As últimas informações dão conta de que ele voltou para Minas Gerais, seu estado de origem.
O delgado que preside o inquérito explicou que a forma de abordagem pode ter ocasionado o mal entendido. Segundo Humberto Perez Lima, a agente Zilda Ramires relatou em depoimento que Sandro Morel teria se identificado em voz baixa. Não foi possível obter mais detalhes porque Zilda teria visto a cena do tiroteio contra a sacada do apartamento. Pelo horário do tiroteio, o delegado deduz que a luminosidade pode ter comprometido a visão da testemunha. Além disso, a guarda municipal disse ter fugido do local quando começaram os disparos.




