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Monumento ao Colono é revitalizado e resgata história da Grane Dourados

| GD NEWS


“Não há futuro sem história”. Com esta frase o arquiteto Luiz Carlos Ribeiro definiu a importância da revitalização do Monumento ao Colono, obra desenvolvida por ele há quase duas décadas, durante o primeiro mandato do então prefeito Braz Melo. Na manhã desta terça-feira (31), políticos e membros da sociedade organizada douradense realizaram uma cerimônia para “devolver” a obra.


 

    O Monumento ao Colono foi entregue à sociedade no dia 20 de dezembro de 1992, como forma de homenagear os pioneiros da Colônia Agrícola Nacional de Dourados. A obra, em meio a uma grande rotatória da Avenida Marcelino Pires, tem nas partes de concreto a representação do mapa da Colônia. Os núcleos, hoje cidades da Grande Dourados, aparecem como círculos de concreto.
      Preservação
  “A história tem que ser preservada de alguma forma. Por fotografias, escrita e porque não em monumentos”, disse nesta manhã o arquiteto responsável pela obra. Para Luiz Carlos Ribeiro, o futuro de uma sociedade depende da preservação de sua história. “Não podemos sofrer de amnésia histórica”, comentou, durante a cerimônia que entregou revitalizada sua obra.
      Os trabalhos de revitalização foram incentivados pela sociedade organizada. Liderados pelo ambientalista Romem Barleta, 20 empresários da região contribuíram com a iniciativa. “De todos os telefonemas que eu dei, não perdi nenhuma ligação”, comentou Barleta, satisfeito com os resultados. Segundo o ambientalista, a preocupação com o meio ambiente não ficou de lado. “Este é um trabalho na frente ambiental também. O Poder Público vai fazer a arborização aqui na região”.
      Coincidência histórica
  E o Poder Público também fez parte do projeto. O secretário de Planejamento do município, Antônio Nogueira, viveu uma coincidência histórica. Hoje participou da entrega da revitalização de um monumento que ajudou a construir há quase 20 anos, quando comandava a secretaria de Obras. “Estamos resgatando a história dos colonos”, ponderou, ao lado da obra que viu nascer e agora vê revitalizada.
      Segundo Nogueira, a rotatória ali localizada foi construída com o objetivo de reduzir a velocidade dos automóveis. A instalação do Monumento no local, contudo, se deve ao fato de que próximo dali, está o Macro de Cimento. “O Marco de Cimento, que representa o início territorial da Colônia está a 100 ou 200 metros daqui”, explicou.
      Outros símbolos
  Outros símbolos que representam a história do município, como a Canoa, Carreta de boi ou o Ervateiro podem entrar na lista de bens históricos revitalizados. De acordo com o secretário de Planejamento, o município fará a manutenção normal neste outros pontos. “Os outros monumentos, barco, carreta de boi, a Prefeitura vai manter normalmente a manutenção sem necessidade de solenidade”, explicou Nogueira.
      E para Romem Barleta, novas revitalizações podem acontecer. “Se essas pessoas que contribuíram se propuserem e a Prefeitura der o aval, vamos trabalhar com outros monumentos também. Porque a cidade precisa ser reconstruída”.

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