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SIMTED divulga nota de repúdio contra declarações de empresário ligado à prefeita sobre professores em Caarapó

| CAARAPONEWS


O Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Caarapó (SIMTED) divulgou nesta terça-feira (28) uma nota de repúdio em resposta às declarações feitas pelo empresário Paulo Eduardo Martins, o "Paulo Vale Verde", proprietário de portais de comunicação do município sobre os profissionais da educação.

Segundo o sindicato, o comunicador afirmou, ao comentar um ranking salarial divulgado pela FETEMS, que Caarapó deveria ocupar uma posição ainda pior porque, em sua avaliação, os professores “não produzem nada” e “não fazem nada”.

Na nota, o SIMTED classifica as declarações como um “ataque gratuito, injusto e desrespeitoso” contra os profissionais da educação, destacando que os educadores enfrentam diariamente desafios como o planejamento de aulas, correção de atividades, acompanhamento dos estudantes e diálogo com as famílias.

O sindicato também afirma que generalizar toda a categoria demonstra desconhecimento sobre a realidade da educação pública e reforça que quem ocupa espaço na comunicação deve ter responsabilidade com as palavras e evitar discursos que desqualifiquem trabalhadores.

Ainda conforme o documento, os professores de Caarapó têm seu trabalho reconhecido pela comunidade escolar e não aceitarão ser alvo de ataques considerados irresponsáveis e ofensivos.

Ao final da nota, o SIMTED exige uma retratação pública e um pedido formal de desculpas aos professores de Caarapó, afirmando que a honra e a dedicação da categoria foram injustamente atingidas. O sindicato ressalta que o respeito aos profissionais da educação “não é um favor, mas uma obrigação de toda a sociedade”.

A nota é assinada pela direção do SIMTED Caarapó e foi divulgada ontem, terça-feira (28), com o lema da entidade: “Classe Unida, Sindicato Forte!”.

Leia a nota completa na integra 

NOTA DE REPUDIO

O SIMTED CAARAPÓ vem a público manifestar seu mais profundo, enérgico e absoluto repúdio às declarações proferidas pelo proprietário de um portal de comunicação de nosso município, que, ao comentar o ranking salarial divulgado pela FETEMS, afirmou que Caarapó deveria ocupar uma posição ainda pior porque, segundo ele, os professores "não produzem nada" e "não fazem nada".

As palavras proferidas não representam uma simples opinião. Representam um ataque gratuito, injusto e desrespeitoso contra centenas de profissionais que dedicam suas vidas à educação pública e que diariamente enfrentam desafios que poucos conhecem e muitos preferem ignorar.

É fácil atacar professores por trás de um celular ou de um teclado. Difícil é assumir a responsabilidade de entrar em uma sala de aula, lidar com realidades complexas, preparar aulas, corrigir atividades, acompanhar alunos, dialogar com famílias e enfrentar, todos os dias, a missão de educar.

Generalizar uma categoria inteira e afirmar que seus profissionais "não fazem nada" revela não apenas desconhecimento da realidade da educação, mas uma lamentável falta de respeito por aqueles que ajudam a construir o futuro de nosso município.

Quem escolhe ocupar espaço na comunicação pública deve compreender o peso das palavras que profere. Quando esse espaço é utilizado para desqualificar trabalhadores, alimentar preconceitos e disseminar discursos de desprezo contra uma categoria inteira, deixa de contribuir para o debate e passa a incentivar a intolerância e a desinformação.

Os professores de Caarapó não precisam da aprovação de quem jamais viveu sua rotina para provar seu valor. Seu trabalho é reconhecido diariamente por milhares de estudantes, pais e responsáveis que sabem quem está presente nas escolas, enfrentando dificuldades e fazendo o possível para garantir uma educação de qualidade.

O SIMTED CAARAPÓ não aceitará que os profissionais da educação sejam transformados em alvo de ataques irresponsáveis, ofensivos e desrespeitosos. Não nos calaremos diante de qualquer tentativa de diminuir a dignidade daqueles que fazem da educação uma missão de vida.

Ao autor das declarações, deixamos um recado claro: críticas podem e devem existir, mas ofensas, generalizações e ataques à honra de uma categoria inteira não serão tratados como algo normal. Palavras têm consequências, e quem escolhe ofender publicamente trabalhadores honestos deve ter a coragem de responder publicamente por aquilo que disse.

Exigimos uma retratação pública e um pedido formal de desculpas aosprofessores de Caarapó, cuja honra e dedicação foram injustamente atingidas. O respeito aos profissionais da educação não é um favor. É uma obrigação de toda sociedade.

Caarapó, 28 de julho de 2026
SIMTED CAARAPÓ
Classe Unida, Sindicato Forte!


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