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Helicóptero com 350 quilos de cocaína é interceptado em MS

| DOURADOSNEWS / DA REDAçãO


Helicóptero apreendido com drogas após perseguição - Crédito: (Divulgação)

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), em ação conjunta com a CGPA (Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo), apreenderam, neste sábado, dia 25 de julho, 345,8 quilos de cocaína transportados em um helicóptero, na zona rural do distrito de Anhanduí, em Campo Grande. Dois homens, de 36 e 63 anos, foram presos em flagrante. 

A ação teve início quando uma equipe do DOF realizava patrulhamento na zona rural de Maracaju e avistou um helicóptero Robinson R66 voando em baixa altitude, vindo da região de fronteira. A situação levantou suspeitas e motivou o acionamento da aeronave Harpia, do DOF, que localizou o helicóptero. 

Foi realizado acompanhamento aéreo utilizando câmera de alta resolução, buscando identificar o prefixo da aeronave que voava a baixa altura, colocando em risco a segurança de voo. Em contato com os órgaos competentes foi constatado que a aeronave estava com o transponder desligado e não possuía registro de voo junto ao controle de tráfego aéreo.

Ao perceber a aproximação da equipe policial, os ocupantes realizaram manobras evasivas e pousaram em uma propriedade rural na região de Anhanduí. Durante a abordagem, os policiais verificaram que o prefixo da aeronave havia sido adulterado com um adesivo para ocultar sua verdadeira identificação.

Na vistoria foram encontrados 191,6 quilos de cloridrato de cocaína e 154,2 quilos de pasta-base de cocaína, totalizando 345,8 quilos de entorpecentes. Também foram apreendidos sete aparelhos celulares, um tablet, uma antena de internet via satélite Starlink e dinheiro.

Aos policiais, os dois pilotos relataram que receberam a proposta para transportar a droga da região de Bela Vista até o interior de São Paulo. Segundo informaram, a aeronave foi carregada por homens armados em uma propriedade próxima à fronteira com o Paraguai. Um dos envolvidos afirmou que receberia US$ 20 mil pelo transporte, enquanto o outro receberia R$ 30 mil.

Os autores e os materiais apreendidos, avaliados em R$ 31,4 milhões, foram encaminhados à Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.


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