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Maquiadora morta após procedimento estético gastou mais de R$ 54 mil

Procedimento realizado pela maquiadora Roseli Fernandes incluía aplicações de PMMA nos glúteos e coxas, segundo boletim de ocorrência

| TOP MíDIA NEWS/METRóPOLES, PARCEIRO DO TOPMíDIANEWS


Reprodução/Facebook

A maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, que morreu após passar mal depois de realizar um procedimento estético na zona sul de São Paulo, havia desembolsado mais de R$ 54 mil em procedimentos de remodelação corporal. O caso aconteceu nesta terça-feira (26/5) e é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita.

Segundo o boletim de ocorrência, Roseli realizou aplicações de PMMA nos glúteos e na parte posterior das coxas em uma sala comercial alugada dentro de um empreendimento na região do Brooklin. O procedimento foi realizado pela médica Tábita Nunes Marcolino Jorge, de 36 anos, que possui pós-graduação em dermatologia, mas não residência médica na área.

De acordo com depoimento da gestora da clínica à polícia, o valor do procedimento nos glúteos foi de R$ 26.455. A aplicação na parte posterior das coxas custou R$ 14.955. Um terceiro procedimento, nos quadríceps, ainda estava agendado para o dia da morte da maquiadora e custaria R$ 13 mil, mas não chegou a ser realizado.

Ainda segundo a investigação, o pagamento de todos os procedimentos foi feito antecipadamente, à vista e via Pix. O valor total orçado para as intervenções estéticas chegou a R$ 54.410.

Uso de PMMA Segundo o boletim de ocorrência, o procedimento realizado na maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira utilizou Polimetilmetacrilato (PMMA), substância conhecida por ser aplicada em procedimentos de preenchimento e remodelação corporal. De acordo com a investigação, foi usado o produto em formato de gel e concentração de 30%.

Ainda conforme o registro policial, cerca de 300 ml da substância foram aplicados em uma única sessão. O material foi distribuído entre os glúteos e a parte posterior das coxas da paciente, sendo 120 ml em cada glúteo e 30 ml em cada coxa. A aplicação teria sido feita diretamente na musculatura das regiões.

O boletim também aponta que foram utilizadas cerca de 100 seringas de 3 ml para realizar o procedimento. Em depoimento, a médica Tábita Nunes Marcolino Jorge afirmou que o volume aplicado estaria dentro do limite permitido por sessão e declarou considerar o PMMA um produto seguro.

Segundo a médica, o uso da substância não é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, embora exista recomendação contrária do Conselho Regional de Medicina para aplicações com finalidade estética. Ela também afirmou à polícia que o procedimento realizado seria considerado não invasivo e utilizado para “pequenas correções” corporais.


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