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Candidaturas do Novo podem complicar vida de Pollon e Contar na luta pelo Senado

Partido quer lançar dois candidatos e fechará porta para “traidores'

| INVESTIGAMS/WENDELL REIS


O Partido Novo pode dificultar a vida de Marcos Pollon (PL) e Capitão Contar (PL) na tentativa de conquistarem uma das duas vagas para o Senado. A dupla ainda precisa garantir a candidatura no PL, onde só têm uma vaga disponível e depois ainda podem enfrentar concorrência na ala mais bolsonarista.

Contar e Pollon foram convidados pelo Novo para concorrerem no partido, contra o grupo comandado por Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL). Contar não aceitou o pedido e se filiou ao PL, após negociação direta com o diretório nacional.

Já Marcos Pollon, que teve conversas bem mais adiantadas com o Novo, decidiu ficar após Michele Bolsonaro publicar uma carta de Jair Bolsonaro, escrita na prisão, onde dizia que o deputado seria um dos candidatos dele ao Senado.

A janela fechou, Contar e Pollon não podem mais trocar de partido, e foram avisados que apenas um poderá concorrer, porque lideranças nacionais fecharam acordo para que Reinaldo Azambuja, ex-desafeto dos dois, tem uma das vagas asseguradas. 

Portas fechadas

O eleitor da ala bolsonarista mais radical e que se identifica com Pollon e Contar tem dificuldade para aceitar aliança com o grupo que hoje governa o Estado, o que deve afetar a parceria pelos votos na chapa, seja quem for o escolhido.

Cientes desta divisão, Contar e Pollon (seja quem for o escolhido e se forem) poderiam ser favorecidos em uma aliança escondida com o Novo, mas o partido estuda lançar dois candidatos, o que fechará as portas para esta traição, chamada de “aliança branca'. Ademais, é como “traidor' que uma boa parte  deste grupo classifica Contar e Pollon, após aliança com quem tanto criticavam. 

O Novo tem como pré-candidato ao Governo o deputado estadual João Henrique Catan, que foi um dos maiores aliados de Capitão Contar em 2022, na disputa pelo Governo do Estado. Agora, ele volta a enfrentar Reinaldo e Riedel, mas sem Contar, que fechou com os antigos rivais, e com grande chance de fazer campanha para outros dois senadores.

Caso João Henrique cresça na disputa para o Governo, pode brigar por estes votos da direita mais radical, o que pode favorecer as candidaturas de outros pré-candidatos: o próprio Reinaldo Azambuja; Nelsinho Trad (PSD), Vander Loubet (PT) e Soraya Thronicke (PSB).  

O Partido Novo tem como pré-candidato o empresário e advogado Roberto Oshiro, mas segundo o presidente estadual, Guto Scarpanti, há dois outros interessados nas duas vagas que o partido disputará.


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