MS registra 13ª morte por chikungunya e casos disparam em uma semana
| DOURADOS AGORA/THIAGO MARQUES
Um idoso de 87 anos, morador de Bonito, é a 13ª morte por Chikungunya registrada em Mato Grosso do Sul em 2026. O caso consta no boletim da 15ª semana epidemiológica divulgado nesta quinta-feira (23) pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul. O paciente tinha hipertensão.
Com a atualização, o Estado soma 7.599 casos prováveis da doença, sendo 3.490 confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Na semana anterior, eram 5.352 notificações e 2.639 confirmações, o que evidencia um crescimento expressivo em poucos dias.
As 13 mortes foram registradas em Dourados (8), Bonito (2), Jardim (2) e Fátima do Sul (1).
Em Dourados, as vítimas incluem uma mulher de 69 anos (25 de fevereiro), um homem de 73 anos (9 de março), um bebê de três meses (10 de março), uma mulher de 60 anos (12 de março), um bebê de um mês (24 de março), um homem de 55 anos (3 de abril), um homem de 77 anos (14 de março) e um homem de 63 anos (13 de abril).
Em Bonito, morreram um homem de 72 anos (19 de março) e uma mulher de 87 anos (19 de abril). Já em Jardim, os registros são de uma mulher de 82 anos (23 de março) e um homem de 94 anos (4 de março). Em Fátima do Sul, um homem de 82 anos morreu em 8 de abril. Entre as vítimas, oito tinham comorbidades, como hipertensão, diabetes e câncer.
Outros dois óbitos seguem em investigação para confirmar possível relação com a doença.
O boletim também aponta aumento de casos em gestantes, com 52 confirmações — seis a mais que na semana anterior.
Dourados concentra o maior número de casos prováveis, com mais de 2,5 mil registros. Municípios como Fátima do Sul, Sete Quedas e Paraíso das Águas apresentam as maiores taxas de incidência proporcional, consideradas altas.
Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.187 casos prováveis, sendo 597 confirmados, sem registro de mortes até o momento.
A SES orienta a população a evitar automedicação e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas, especialmente pessoas com doenças pré-existentes e grupos mais vulneráveis, para reduzir o risco de complicações.



