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Suspeitos acusam um ao outro sobre autoria dos disparos contra servidor e advogado em Caarapó

Antônio Marques da Silva e o genro Alex Santos da Silva estão presos; filho de Antônio segue foragido

| CAARAPONEWS COM CG NEWS


Antônio Marques da Silva (à direita) e o genro, Alex Santos da Silva, presos hoje (Foto: Divulgação)

Novas imagens divulgadas nesta segunda-feira (2) mostram a discussão que culminou no assassinato do advogado Cássio de Souza, de 40 anos, e do servidor público municipal Hugo Centurião Enciso, de 49, na madrugada de domimngo, em Caarapó.

O vídeo, gravado por um dos acusados, que segue foragido, mostra Cássio e Hugo discutindo com Antônio Marques da Silva, de 55 anos, e com Alex Santos da Silva, de 34, que foram presos na manhã de segunda-feira (2) quando fugiam para Juti.

A discussão, em frente à casa de Alex, ocorreu após a briga que o grupo teve em uma conveniência na área central de Caarapó, pouco tempo antes dos assassinatos.

Nas imagens é possível ver Cássio alterado, acusando Antônio de ter puxado um canivete para ele. O advogado também parte para cima do terceiro acusado, identificado como Antônio Lucas Bispo, conhecido como "Fusca", que gravava o bate-boca com o celular e dizia que “não queria briga'.

Em seguida, Cássio e Hugo foram atingidos por tiros de revólver calibre 38 e morreram. O advogado caiu morto na varanda da casa e Hugo morreu na rua em frente.

"Fusca", que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e está sendo procurado pela polícia, é filho de Antônio Marques da Silva e cunhado de Alex. O motivo da primeira briga ainda é desconhecido.

Antônio e o genro foram autuados em flagrante por duplo homicídio qualificado e continuam presos. De acordo com o delegado Ciro Jales, da Polícia Civil, Antônio afirma que foi o genro que efetuou os disparos. Alex acusa o sogro de ter disparado os tiros fatais. A arma usada nos crimes foi encontrada no porta-malas do carro que os dois usavam para fugir, um Palio branco.

A imprensa, o advogado Rodrigo Elder Lopes Bueno, que assumiu a defesa de Antônio da Silva, disse que seu cliente nega ter efetuado os disparos e acusa o genro como autor. Segundo ele, Antônio alega ainda que a briga na conveniência foi entre seu filho e o genro contra Cássio e Hugo.

O advogado e o servidor público municipal foram executados a tiros na Rua Américo Vesúvio, no Bairro Capitão Vigário. Cássio e Hugo chegaram ao local em uma picape Fiat Strada. O veículo aparece nas imagens divulgadas hoje.

Hugo Enciso era servidor público municipal lotado na Secretaria Municipal de Planejamento. Já Cássio de Souza tinha registro ativo na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Em suas redes sociais, informava que ocupava cargo de assessor na Câmara de Vereadores de Ponta Porã. Os corpos foram sepultados nesta segunda-feira de manhã no cemitério São João de Caarapó.

Antônio Lucas Bispo da Silva (35) segue foragido

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